À prova

By terça-feira, setembro 27, 2016


Talvez seja por termos crescido embrulhadas em filmes... Arranjávamos sempre forma de nos rever nas heroínas e esperar pelos príncipes encantados. Quem me segue há mais tempo, sabe o quanto acredito que isso nos mexe com a cabeça, quase de forma definitiva. Procuramos e comparamos cenários da vida real, quase sempre com expectativas demasiado elevadas, que nos [me] fazem viver sempre em bicos de pés, como uma bailarina que rodopia, ou uma princesa em salão de baile, que sonha com capítulos de contos de fadas. 



E isso é o oposto do que, de facto, acontece. Sobretudo quando há festa a caminho e a única personagem a que conseguimos comparar-nos é a gata borralheira. Assim mesmo, sem meia-noite e sem milagre Cinderela. E, confessemos: nesta nossa história de vida real, numa fase em que apenas nos basta que o guarda-roupa não nos falhe, não é cá preciso vilã - há poucos momentos tão aflitivos quanto aqueles em que os cabides nos surgem vazios ou revestidos de opções erradas para o casamento dos próximos dias. Contra mim falo, que os ignoro quase até à véspera, quando inicio uma busca incessante nas lojas (qual caça ao tesouro) sempre a pensar naquela roupa que só existe na minha cabeça porque ainda ninguém fabricou e preocupada em trazer para casa o conjunto menos provável de mais alguém ter. Sim, que nunca há só um vestido da Zara nos casamentos! 

Já há algum tempo que tinha curiosidade em alugar um vestido pela Chic by Choice. O serviço soava-me exactamente como acredito que deva soar a quem já experimentou: a fada madrinha, daquelas à séria, com opções de sonho. E faltava menos de uma semana para o casamento da Adriana e do João. Acreditei que cumpria todos os requisitos para um pouco de magia. 

Quando me apercebi da situação, não hesitei. Pois vejam bem no que me tinha metido – e o que, até à última da hora, tinha ignorado para não entrar em pânico antes do tempo – o dress code era "Caribbean". Não poderia ser mais vago. Seria um casamento na praia e o meu cérebro não estava formatado para isso. Na verdade, o cenário, daqueles que nem sequer vêm em conto nenhum, pedia que estivesse à altura da celebração de um grande amor. Mas sem exageros e, simultaneamente, sem simplificar em demasia o que era tão importante.  


Enviei um e-mail e, de imediato, a resposta fez-me sorrir. Tinha ali alguém, do meu lado, com muito mais experiência do que eu. Pediram-me que escolhesse alguns modelos do site e depois que os fosse "provar" e decidir no showroom. Foi rápido. Demorou-me menos de uma hora, ao contrário das típicas 4 ou 5 sem encontrar "o tal". Sim, continuo a falar de vestidos! Tive o aconselhamento de uma stylist que desde logo me tranquilizou e ajudou em tudo. Tirei todas as dúvidas (e como eu sou especialista a ter dúvidas), e esclareci que modelos seriam indicados para esta ocasião, neste formato. Comprido? Curto? Quais as regras? Optei por um modelo mais fluido (andava de olho nele, no site, há bastante tempo). Still talking about dresses! E, apesar de ser branco, a sua leveza e as flores roxas permitiram-me usá-lo, bem como o facto de ser curtinho e sexy. 








Fotografia de Luís Filipe Bio Borges

Posso dizer que me senti mesmo bem durante todo o casamento, tal e qual história de encantar. E foram várias as pessoas que ainda vieram ter comigo para elogiar a escolha. Houve até uma menina pequenina que me perguntou se eu era como as super mulheres (por causa da capa). Respondi-lhe que gosto de pensar que sim. À minha maneira salvo algumas vidas todos os dias, e talvez as princesas de hoje sejam mais heroínas do que alguma vez foram! Quanto ao casamento, pela sua informalidade, foi o melhor a que alguma vez já fui. Não só por poder ser testemunha de um amor gigante como o deles, um exemplo de tenacidade e de resiliência, mas porque se sentiu mesmo a vontade dos noivos em que toda a gente se divertisse. Foi o casamento com menos regras a que já fui e, ao contrário do que eu pensava, isso pode ser mesmo bom. E quero tentar incorporar esse pensamento na forma como penso nestes momentos, sendo que só há um sinal de obrigatoriedade de que já não prescindo: na dúvida, o caminho é sempre pela Chic by Choice.  


Chic by choice Rua Castilho 39, 13º A, Lisboa HORÁRIO 10h - 19h

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