Sobre a ingratidão

By terça-feira, dezembro 22, 2015



É verdade. Todos temos um dia em que ela nos bate à porta. Ou que nem bate. Não estou a falar das injustiças rotineiras. Da crueldade dos impostos. Do velhinho sozinho no banco de jardim. Das pessoas que passam sem reparar. Estou a falar do nosso dia, daquela atitude em particular que nos magoa a sério. De quando as pessoas por quem fazemos tanto, mas mesmo tanto, nos viram as costas sem um obrigado. Sem um motivo que não tinham que dar mas que podiam ter dado. Sem um sorriso. De forma fria e impávida. Com um “boas festas” a rematar. E eu que achava que o “happy thanksgiving” era o cliché dramático dos diálogos dos filmes americanos. A minha mãe contou-me que na Bíblia havia uma passagem que referia que Deus curou vários cegos e que de tantos apenas um voltou atrás para lhe agradecer. A ingratidão é tão dura como a injustiça. E hoje foi um dia desses. Mas amanhã há mais. E a chapada de um lado só precisa de outra, do outro, para nos endireitar. E para percebermos que estávamos era tortos e na direção errada. Amanhã será diferente. Até porque não seremos estúpidos (ou pelo menos tanto) outra vez.


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1 comentários

  1. Concordo inteiramente... É lixado quando consideramos alguém amigo e de repente passamos a ser estranhos. Bom Natal!

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