Merry Everything

By sábado, dezembro 26, 2015


A minha mãe esmera-se sempre na decoração (um pouco clássica para o meu gosto, mas ainda assim bonita) e faz demasiados doces... O meu pai fica nervoso com os pequenos pormenores como o vinho certo, ou o facto de a casa estar pouco quente; e parece uma barata tonta sempre de roda das saias da minha mãe. O meu irmão, até larga (momentaneamente) o computador, e a nossa cumplicidade que é das melhores coisas do mundo, relembra-me de como é bom ter o meu partner in crime com quem aguentamos o riso naqueles pormenores que só nós sabemos. A minha avó dá-nos sempre alguns raspanetes debaixo das suas gargalhadas de matriarca feliz por ver toda a gente junta. O meu primo cresceu e é bom vê-lo grande e feliz. E podia continuar a descrever, mas é tão simples e normal que não vale a pena. É o meu. É a minha família. É bom por isso. Se já foi diferente? Já. Já teve mais pessoas, mais prendas, mais luzes. Já houve anos em que não fomos à missa do Galo ou em que eu estive com menos tosse do que este ano. Mas o melhor de tudo é chegar a esta altura e relembrarmo-nos de como é bom estarmos juntos, em família. Com menos prendas e mais conversa. Com mais velas e mais olhos nos olhos. É disto que se faz o Natal. De nós. Da mesa. Das horas que ali passamos. De nos lembrarmos que somos uma família e em como queremos cada vez mais sê-lo. 





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