Odisseias no Norte IV

By domingo, agosto 09, 2015 , ,



Mal se entra em Ponte de Lima, D.Teresa relembra como é importante sermos fiéis ao que acreditamos, independentes, autónomos. Uma figura incontornável da nossa História surge numa das rotundas principais davila mais antiga de Portugal. É quase tão difícil não se reparar, como nos bancos ou nos vasos todos impecavelmente pintados de vermelho.










A cor da paixão invadiu a vila e, um pouco por todos os recantos e encantos, há qualquer coisa pintada desta cor, que lhe traz tanta vida! Lembro-me de aqui ter vindo há uns anos buscar o meu primeiro carro (parece que tive muitos!), mas acho que nada disto estava assim, ou fui eu que na altura não reparei. Anos mais tarde, ou seja hoje, regressei apaixonada e fiquei completamente rendida aos vasos de flores à janela, às mercearias coloridas, às esplanadas, lojas de artesanato, ao rio e às pontes… Pelo contraste e espetáculo de tradição, cor e beleza com que o nosso país sempre nos brinda.



Andámos, andámos, andámos… E mais horas o dia tivesse! Parámos na Mercearia da Vila para lanchar, um espaço onde recomendo a visita e que gostava de trazer comigo para Lisboa, mas em segredo para ser só meu! Decoração vintage (bem feita!) e petiscos como crepes de alheira ou cachorros (bem diferentes do “normal”)... E, além do café, aqui também há quartos todos muito brancos e bonitos. O quarto do Açúcar, o do Sabão, o da Canela... Vale a pena visitar. Eu não fiquei hospedada, mas voltarei para ficar (se possível ainda neste Verão)! Mais ao fim do dia, refrescámo-nos numa gelataria, que não fixei o nome, mas que nos fez lembrar Paris…











Já à noite, foi A Casa do Provedor a introduzir-nos à gastronomia do Minho (dizem que este é dos melhores restaurantes da vila, porque é tudo feito à semelhança da tradição: o arroz de Sarrabulho e os rojões, o Pudim de Abade de Priscos, coisas leves, claro!). Os bares também estão abertos até tarde e aos fins-de-semana há música ao vivo… Se passarem pela zona, já sabem que é quase imperativo virem respirar estes ares. Um passeio sempre à beira rio pode ser feito começando na ponte principal, indo em direcção aos jardins e subindo as escadas ao fundo até à outra ponte.. E, depois, está-se novamente à margem, até ao regresso.









A nossa estadia na Quinta de Resela com a Odisseias não podia ter terminado da melhor maneira com este passeio por Ponte de Lima. Ainda seguimos até Arcos de Valdevez, mas isso fica para o próximo post.

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