Marcas de amizades (daquelas mesmo sérias)

By domingo, novembro 23, 2014 , , , , ,














Antes tinha uma de amor-ódio com a Natura. Lembro-me de ser mais pequena e de ficar horas à espera, junto ao urso grande da porta, enquanto a minha mãe se divertia entre cores e feitios que eu achava demasiado diferentes. Fui crescendo e também o meu gosto por étnicos e capazes de tornar qualquer coordenado básico num conjunto de fazer virar cabeças. A minha perdição começou nos anéis, que eu usava em todos os dedos e logo chegou aos brincos. Mas a loja continuava-me estranha, com uma personalidade que não era bem a minha.
Hoje, a Natura – claramente renovada - é muito mais do que um espaço de bijuteria. As roupas são cuidadas e delicadas e oscilam entre padrões interessantes e uma sobriedade com um toque romântico que eu adoro. 


Por isso mesmo, quando a Marta me convidou para começar a escrever neste espaço de bom gosto, sabia que dar início a esse capítulo com a nossa visita a esta loja específica só poderia ser um bom presságio. Conheço a Marta há muitos anos. Desenhei-lhe o primeiro blogue quando mo pediu, cheia de vontade de escrever e uma criatividade inspiradora. Talvez por esse motivo sempre tenha sentido esta "pegada" também como minha.

Vi-lhe a mochila de franjas e delirei, num almoço que tentamos tornar frequente. De onde é? Da Natura...Há lá vários modelos, procura que vais gostar. E eu fui espreitar, apaixonar-me pelas várias opções e acabar por comprar aquela que me roubou o coração em primeiro lugar. A dela. Agora também minha. Não resisti e arrastei também comigo um casaco quente, versátil e que grita domingo em cada malha. Saí com vontade de voltar. Mais e mais vezes.


As fotos, perdi-as. Sou esse tipo de pessoa. Mas a Marta (que a propósito partilha também o meu nome) logo se prontificou a uma sessão fotográfica improvisada. Afinal também ela gostou do casaco e se perdeu de amores por aquilo que a faz sentir quando veste. Partilhamos muita coisa. Gostos, roupa, sapatos e agora até os posts de um mesmo blogue. Mas aquilo que mais dividimos, desde sempre e sem que tivéssemos notado, é uma amizade enorme.

(texto escrito pela Marta Albuquerque)

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