Não bate a bota com a perdigota

By segunda-feira, novembro 04, 2013 , , , , ,

Juro que não percebo. Nem o ditado nem o meu cérebro. Como grande parte das mulheres, tenho uma carteira em modo selvagem. Ele é maquilhagem, talões, óculos, chaves, porta-moedas, ganchos, elásticos, comprimidos. Todo um sem-número de pormenores demasiado complexos para a cabeça de um homem. Mas é também a minha que já teve dias melhores ou não fosse este o meu ritual quase diário:
1. Saio do carro
2. Fecho o carro
3. Guardo a chave
(Gestos automáticos, nem dou conta que os faço)
4. Vou aos meus afazeres
5. Acaminho do carro, de regresso, começo a procurar a chave na mala
6. Primeiro procuro com calma, porque ainda não cheguei ao carro
7. Começo a procurar mais rápido e ouvem-se as chaves a tilintar e as moedas a saltitarem
8. Chego ao carro
9. Pouso a carteira em cima do carro e começo a tirar tudo cá para fora
10. As pessoas que passam olham para mim a pensar: “coitada”
11. Começo a ponderar voltar ao local onde estava pois devo ter perdido a chave
12. Procuro nos bolsos das calças
13. Procuro no único sítio lógico já sem esperança (nas bolsas dentro da mala)
14. Encontro a chave e penso “que estúpida, porque não procuraste no sítio mais óbvio?”
15. E, depois, penso que ser óbvia nos gestos mas não óbvia nos pensamentos é complicado. 

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4 comentários

  1. Tal-e-qual. Partilho desta tua sequência descritiva! E o que me ri quando a vi descrita por ti. Um máximo. E é assim mesmo; sem tirar, nem pôr. Uma boa semana, minha querida.

    Um beijinho, Sara ♥
    http://littletinypiecesofme.blogspot.pt/

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    1. Obrigada Sara! :) Fico contente de saber que não sou a única! Beijinhos *

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  2. Acontece-me tantas vezes... e começo a pensar pronto, lá me esqueci eu disto e aquilo...e está lá tudo!

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    1. ahaha, tal e qual como eu :) dá-me cá uns nervos! beijinhos

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