A saga do carro continua e a das coisas que só me acontecem a mim, também!

By sexta-feira, abril 12, 2013 , , , ,


Falei-vos aqui do susto de segunda-feira no ginásio. O meu carro deve ter-se sentido intimidado pelo carro a cair de podre do meu mecânico e arrebitou logo. (Não percebo porque é que os mecânicos andam sempre com carros velhos. Se é para dizer que há uma grande capacidade milagrosa da parte deles, ou se é para nos fazer acreditar que há piores.)

Mas, voltando ao ponto central, dois dias depois deste incidente, ia eu a caminho do evento Lays Xtra com imensa vontade de provar as novas batatas, quando o GPS me diz: “o seu destino fica à esquerda“. Olho à esquerda e vejo montes. "Não me parece". Resolvi continuar em frente e dar a volta na rotunda, para ver melhor. Ali não podia ser. Já convencida de que estava mesmo errada nas direcções,  resolvo estacionar em frente à bomba de gasolina e meditar um pouco sobre se me terá ou não escapado alguma rua, ou mesmo reprogramar o Gps. Carro morto. 15 a 20 minutos a tentar e nada. A senhora da bomba, muito sorridente, só me fazia gestos para esperar e relaxar. Não sei se o meu ar de fúria por ter pago 600 euros e  o meu carro continuar a ir-se abaixo se estava a manifestar, ou se o facto de estar perto de uma zona não muito bem frequentada a fez pensar que eu ia desatar ao pontapé e ao murro loja fora. Seja como for, passados 25 minutos houve um sinal de que o carro estava a voltar.


Acelerei, acelerei e lá foi ele, timidamente. Mas aquele timidamente que quando se diminui um bocadinho as rotações lá vai ele abaixo outra vez. E foi! No cruzamento. A descer todos os santos ajudam, diz-se e lá consegui fazê-lo andar mais um pouco. Dei com o Clube Ferroviário (local onde era o evento), mas não havia estacionamento por perto. Já estava por tudo. Só queria era um lugar! E vi um. Mas numa rua de sentido proibido. Há momentos em que estas coisas se justificam, pensei. Claro que acabada de estacionar passa um jipe da polícia por mim. Faço um sorrisinho e um ar inocente, e eles lá seguem. Verifico, ao sair do carro, que não podia estacionar nesse sitio sob pena de ser rebocada. O sinal estava lá, não havia volta a dar. Agora a única forma de pegar o carro não era por-me com manobras mas sim, andar em frente e subir a rua em sentido contrário à procura de novo lugar. Acelero e lá avisto um, em frente a um portão velho. Estaciono imediatamente. Ele vai outra vez abaixo mas dali já ninguém o tira. 1 hora atrasada. Ponho um papel com o meu número de telemóvel em cima do tablier. Saio do carro a respirar de alívio quando vejo um guarda a vir na minha direcção. 



Ou seja, não só entrei numa rua em sentido proibido com polícias a verem, como estacionei em frente ao quartel. O polícia olha para mim, perdido de riso, mas a tentar manter um ar sério: "Então menina, não viu que fez uma contra-ordenação?" Temi o pior, mas mantive a calma. "Sr. polícia vi. Mas a única forma que tinha de fazer o meu carro andar era esta. E verifiquei que não vinha nenhum carro antes de andar". "Pois mas não pode ser, não pode ser! Os sinais existem por algum motivo!" "Tem razão, desculpe. Posso só deixá-lo a descansar aqui um bocadinho para não ter que chamar o reboque já?". "Desta vez passa." Foi música para os meus ouvidos! Duas horas passadas ele pegou mesmo, como se nada fosse. Pelo sim, pelo não, vai voltar ao mecânico que eu não estou para mais sustos destes. Quanto ao evento e às novas batatas, já vos conto.

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2 comentários

  1. No meio de tanto azar, ao menos um pouquinho de sorte!
    O meu namorado até diria 'o que não faz ser mulher' (por conseguirmos alguma sorte junto dos polícias!)

    Beijinho

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  2. ahahaha que aventura!! Tiveste sorte!

    giveaway no meu blog de uma malinha. Participa.
    http://asiwish-m.blogspot.pt/2013/04/3-give-away-as-i-wish.html

    M

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