Damas e cavalheiros

By domingo, março 03, 2013 , , , , , , , , , ,


Se há coisa que vejo faltar em muitas relações é a típica declaração de amor. Que vai desde a primeira abordagem, ao primeiro encontro, ao primeiro mês, ao primeiro ano ou mesmo às coisas normais do dia-a-dia. São coisas simples, comuns nos tempos antigos porque eram parte das regras. Pena que quando se ganhou a espontaneidade se tenha perdido a delicadeza. Hoje, e mesmo fora das relações, o cavalheirismo está em vias de extinção. E foi sob este mote que fui  conhecer a Clínica de Cortejo Refinado da Hendrick´s, no Chiado.  Além de um serviço personalizado de dicas de etiqueta para sabermos cortejar e ser cortejadas ao estilo vitoriano, foram muitas as actividades nas quais não nos contivemos a soltar uma ou outra gargalha com a presença do Mr. Sixwivs e da sua assistente Mrs. Folornicate, fundamentais em todo o processo.
Aprender a dançar valsa ou  mesmo saber como convidar alguém para dançar, aprender o código do leque quando se é cortejada por um cavalheiro, descobrir técnicas de sedução ou saber o que vestir em cada ocasião, foram algumas das coisas que tivemos oportunidade de experimentar. Toda a decoração do espaço captava a nossa atenção e nenhum pormenor foi deixado ao acaso, com detalhes que nos surpreendiam à medida que os íamos descobrindo. As tão características garrafas de gin Hendrick’s apoiavam velas, os chapéus de coco disfarçavam-se de candeeiros e muitos pepinos encontravam-se espalhados pelo espaço, um elemento que dava um certo twist à decoração.


Não faltou também a presença dos Storytailors, a dupla de criadores que nos deu a conhecer um pouco do código de vestuário da época Vitoriana, com ênfase na utilização do espartilho, tão característico da época - e que eu gosto tanto! Sabiam, por exemplo, que os homens também usavam espartilho? Enquanto nas mulheres o seu propósito era o de reduzir a cintura e salientar a figura feminina, nos homens o espartilho era utilizado como forma de conseguir uma boa postura e de realçar ainda mais o peito, dando a sensação de que tinha proporções mais atléticas. 

Assim, na companhia do gin mais unusual, cumpriu-se um fim de tarde na perfeição. JP Simões brindou-nos com um pequeno concerto intimista onde declamou alguns poemas de amor, rasgando muitos aplausos da plateia e confessando ter-se tornado naquela noite mais um dos apreciadores de gin Hendrick’s com pepino, tal como eu.

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