Da televisão e dos anúncios de Natal

By quarta-feira, dezembro 19, 2012 , , , , , , , ,

Normalmente vejo pouca televisão. Pouca, é como quem diz quase nenhuma. Contudo, quando estou muito cansada, gosto de passar os olhos por uma qualquer novela ou série. Em suma, de ver qualquer coisa completamente sem eco. Quem diz "sem eco" não diz sem princípios. Por isso a Casa dos Segredos não está contemplada na lista. Não tenho nada contra quem vê, mas simplesmente recuso-me a observar o baixo nível pelo simples gozo de me rir dele. Há pessoas que me dizem que é "sociológico" e eu, sociologicamente, rendo-me e penso: "São opções". De facto, ali se conhece o que de pior Portugal tem. Ainda assim, pergunto-me: é preciso isto para se conhecer? Querem conhecer Portugal? Que tal saírem de casa, irem às ruas, aos bairros sociais, aos cafés? 
Mas este texto era sobre tudo menos programas que exploram o que de pior temos para dar. Hoje cheguei a casa tão cansada que acabei por ficar em modo anestesiado, frente ao pequeno ecrã. Rapidamente fui bombardeada por anúncios e comunicações natalícias: perfume para aqui whisky para ali, e, por momentos, lembrei-me dos anúncios antigos. Do mítico Ferrero Rocher (que se mantém igual ano após ano), do Mon Cherie, dos Pinipons, da Leopoldina (tão mal sustituída pela Popota JLO), dos túneis da Wheels, dos carros telecomandados, das novas barbies, dos nenucos que comiam as papas, entre muitos outros... Valorizávamos mais cada dia antes do Natal, contávamos as horas. Agora, quase que conto é para que os dias passem mais devagar. Não sentem o mesmo?

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3 comentários

  1. E eu que já soube a música da Leopoldina de uma ponta à outra!

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  2. Ferrero só pode fazer bem, o Ambrósio não envelhece!

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  3. Sim, estou de acordo! Não passa nada de jeito na TV, tb vejo mt pouco...

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