As tardes do nosso Outono

By segunda-feira, novembro 12, 2012 , , , , , , , ,



Nunca tinha ido à Feira do Cavalo, na Golegã. É um evento muito típico, numa cidade pequena e pacata que nestes dias ganha vida ao som do trote dos cavalos. O espaço divide-se para os deixar passar, garantindo que são muito mais do que um meio de transporte. As barraquinhas enchem-se de acessório dos cavaleiros, comprados pelos que não o são. Além disso, há a famosa água-pé que pode ser bebida em copos de chocolate, castanhas assadas com fartura, bem como muitos petiscos ribatejanos. A festa prolonga-se noite dentro e os cavalos quase que entram nos bares para que os seus companheiros encham os copos de vinho. A chuva não impediu a diversão, nem contrariou os espíritos mais alegres.


O galo Stallone é um verdadeiro guardador da sua quinta e, mal nos ouve chegar faz uma algazarra, acordando cães e cavalos. Depois dos ânimos estarem mais calmos entre a bicharada, foi tempo de dormir e descansar. No dia seguinte aproveitámos para visitar a quinta. Ficámos na barragem de Castelo de Bode e a calma destes lados não se mede aos palmos, nem os encantos do rio. 

Os bancos, posicionados estrategicamente ao longo das ruelas em socalcos, apelam a que contemplemos a água e o espaço verde envolvente; Os cavalos gostam de ouvir música para sentirem companhia, mas também gostaram das nossas festas. O dálmata Paco é um brincalhão e aproveitou para me encher de lambidelas enquanto estava deitada numa espreguiçadeira perto da piscina. Já o Scott, pastor alemão é pachorrento e calmo, e acompanha os nossos passeios.




Fomos almoçar a Tomar, mesmo em cima do rio Nabão. Foi um fim-de-semana entre rios e por terras históricas. Tomar parece parada no tempo ainda com uma nuvem dos Templários a pairar sobre o castelo. O restaurante com o nome do rio, fez as nossas delícias, com comida tradicional muito bem servida. Não sendo caro é um local onde se come bem e se está sobretudo bem. O dono, um senhor mais velho dispensa apresentações nas redondezas e é o perfeito relações públicas sem curso, à moda antiga. O neto segue-lhe as pisadas e de avental orgulhosamente vestido vem dizer-nos adeus.

As pinceladas douradas de um sol brilhante, depois da chuva, realçam o orvalho, os campos verdes, as folhas secas. As tardes de Outono conseguem ter cores especiais sobretudo nos dias em que temos tempo para as vermos a passar.

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2 comentários

  1. Gostei imenso das fotos. O periquito, super amoroso, fez-me lembrar a caturra do meu pai =)

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