"When we say things like 'people don't change,' it drives scientists crazy..."

By quinta-feira, junho 28, 2012 , , , ,

Disseram-me no outro dia que só se conhece o verdadeiro interior quando se contempla a fachada. Fiquei a pensar sobre isso, na importância do lado de fora. Não é a fachada que importa, mas sim o sair da zona de conforto e da concha protegida. É preciso ver de fora, por muito que para isso seja necessário andar à chuva, ou apanhar um vendaval. É preciso sair do lugar cómodo, estável e ver sob outros prismas. Só assim podemos conhecer-nos. Vendo de fora e por fora. Quando penso sobre isto, lembro-me das minhas aulas de filosofia. Dos grilhões do homem, na Alegoria da Caverna de Platão, atado aos preconceitos a quem a luz feria os olhos tão bem adaptados à escuridão. Não há outra forma de mudar a não ser pelo desconforto. Mudar é consumir mais energia do que o habitual e para isso é preciso força de acção, emoção. Quando ousamos temos de reorganizar-nos, depois do salto em falso no desconhecido, e é nesse momento que aprendemos para depois evoluir. Porque o sentido da vida é a evolução. Precisamos de questionar mais o que conhecemos e de nos preocupar menos com o desconhecido.
A propósito disto, fui ao meu bloquinho das citações procurar esta, da Greys Anatomy:
When we say things like 'people don't change,' it drives scientists crazy because change is literally the only constant in science. Energy, matter, it's always changing, morphing, merging, growing, dying. It's the way people try not to change that's unnatural...the way we change to what things were than letting them be as they are. The way we change to old memories instead of forming new ones, the way we insist on believing, despite every scientific indication that anything in this lifetime is permanent. Change is constant. How we experience change, that's up to us. 

A "zona de conforto" é, a meu ver, um paradoxo porque no conforto estagnamos e isso é tudo menos confortável. A vida é uma marcha em frente e ficar parado "a ver navios" não faz parte do itinerário.

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8 comentários

  1. "Alegoria da Caverna de Platão" do que me fizeste recordar (de aulas que não sinto a mínima falta!! lol) gostei do post :)

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  2. Este texto está em tudo relacionado, a meu ver, com o dar algo ou alguém por garantido. Se ficarmos confortavelmente na zona de conforto (passo a redundância), vamos ver a vida passar diante dos nossos olhos sem nos darmos conta de que não estamos a usufruí-la. Pelo menos até alguém nos fazer perceber isso.

    Obrigada, post maravilhoso, my dear ;) *

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  3. É como paralisar no tempo e o tempo passa e não para para nós não podemos ficar parados temos de viver,bjinhos

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  4. Eu simplesmente não quero (mesmo) sair da minha zona de conforto!
    Quero lá saber de progressões na carreira... objectivos... pretendo apenas sorrir e ser feliz!

    Beijos,

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  5. é mesmo verdade isso que dizes...
    estava mesmo precisar de ler um texto assim para me fazer pensar ;)
    beijinhos sweetie**

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  6. Gostei da reflexão, também concordo contigo...e no fim-de-semana não fiz mesmo nada eheh

    Beijinhos *

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