Losing my religion

By quinta-feira, dezembro 15, 2011


“Perder nem a feijões” diz o Ronaldo num anúncio. Mas, hoje, os portugueses vivem tempos de perdas, de grandes e profundas perdas, que são de tudo menos de feijões. Antes fossem. Não basta que nos agarremos à esperança cega de algo melhor, que nos pressionemos para conjugar o verbo aceitação em vários tempos e modos, pois não podemos nós mesmos representar essa perda. Mais do que os cortes ou injustiças de que vamos sendo alvo, a perda de valores e a perda de identidade preocupam-me. Li numa crónica algures que as sirenes das ambulâncias passam por nós e só nos perturbam naquele minuto, mas quem vai dentro das ambulâncias ouve-as sempre. No entanto, o problema é quem não as ouve. A indiferença, a falta de ética, o egoísmo. Faz-me confusão esta raiva e individualidade que nutrimos uns pelos outros. O Natal, como já escrevi é pertença, e acho que devemos esforçar-nos por nos lembrar mais disso, que pertencemos a uma sociedade, que somos todos seres humanos e que não somos nada uns sem os outros, mesmo que às vezes tenhamos que perder uns minutos para ouvir.

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3 comentários

  1. Em tempos difíceis como estes, temos que unir. Agora mais que nunca!

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  2. Eu acho que, nesta altura, as pessoas ficam mais solidárias e se entregam mais... daí a beleza do Natal.

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  3. Sem dúvida Vanessa ;) Espero que todos pensem assim!

    Pois é S! Pena ser só nesta altura, mas mesmo assim gosto de ver ;)

    Beijinhos

    Mia

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