Madrid day 2

By quinta-feira, novembro 03, 2011

(29/10/2011)


O nosso dia começou num lugar comum. E é muitas vezes em lugares comuns que surgem teorias interessantes. Foi assim que num pequeno Starbucks numa esquina perto do hotel a A. começou por me dizer algo que me deixou pensativa: No dia em que deixares de ter necessidade de fazer jogos (aqueles jogos que nós mulheres adoramos!), quando deixares de pensar no tu e no eu e, ao invés disso, começares a pensar no nós, na equipa, aí terás a certeza de que encontraste a pessoa certa. Se se trata de uma filosofia barata ou não, não interessa, porque hoje quero meditar sobre ela enquanto vejo o Palácio Real e a Catedral de Almudena, que são as próximas paragens.










Junto ao palácio real estava este senhor que fazia música com copos. A arte e o improviso combinados. Não podia deixar de vos mostrar.


De tarde comemos um gelado  de passagem pelo  Parque del retiro, onde eu não resisti a subir ao coreto e a fazer o meu ar de princesa no cimo da torre.



  
Fomos ver o Palácio Velásquez e o Palácio de Cristal. O ambiente do Parque Retiro tem qualquer coisa que nos faz sentir bem, mesmo no meio de tantos turistas. Talvez seja a calma dos barcos, que nem a venda clandestina de óculos de sol e dvd’s na frente perturba, talvez seja por estarem ali tantas famílias juntas, ou pelos espaços verdes. Talvez não seja por nenhuma destas razões ou por todas elas, mas neste parque sentimo-nos bem.








Talvez seja da cascata nas rochas, ou dos cisnes, mas a mim este parque faz-me lembrar o parque onde costumava ir com o meu avô. Onde dava pão aos patos e via ninhadas amarelinhas atrás das mães. Depois os patinhos foram desaparecendo, ouvi dizer que os roubavam, mas como era pequenina não percebia bem. Nesse parque também havia um coreto de onde chamava a atenção do meu avô e onde adorava esconder-me e fazer-me de importante. Estava ali no alto e, embora tenha memórias esfumadas desse tempo, no parque do retiro retirei-me temporariamente para as reviver. 






Um senhor de mais idade ofereceu-se para nos tirar uma fotografia alegando que tínhamos que ser portuguesas porque tínhamos os olhos brilhantes. Senti que ele tem razão, nós temos mesmo os olhos bonitos. Se calhar é da história da cenoura que as avós nos tentam sempre vender. Mas ainda ganhámos umas histórias do Parque sem termos contratado um guia turístico.

You Might Also Like

5 comentários

  1. Adoro o teu laço no cabelo,tenho um igual mas em rosa velho :)
    O local até pode ser mágico Mia,mas com as tuas palavras tornarão-no ainda mais mágico e com aquele brilho..

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Que giro! Tb quero um vermelho Karina. Onde compraste? Obrigada ;)

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Não sei se já seguias o meu blog quando passei por Madrid, mas deixo aqui o lick para veres: http://oquelevodestavida.blogspot.com/2011/09/viagem-ao-senegal-dia-1.html
    Apesar de não as ter colocado, é engraçado como tirei fotografias nos mesmos sítios que tu! Deve ser algo típico de estrangeiro português =)
    Gostei desta tua reportagem fotográfica! (já que não viajas todas as semanas, tens que fazer do teu dia a dia =P)

    ResponderEliminar
  4. Ainda não seguia Bid, mas isso só comprova o teu bom gosto ;) Obrigada! Se tivesse tempo e me pagassem, não me importava nada!ahah Beijos

    ResponderEliminar
  5. Comprei numa loja que vende bijutaria e os laços até são artesanais.. Muito giros mesmo...
    Beijinhos

    ResponderEliminar

Welcome to our website !