Escolher é sempre perder aquilo que não se escolheu

By sábado, outubro 22, 2011



Reconstruímo-nos diariamente. Adaptamo-nos. Aceitamos a perda mesmo que muitas vezes não tenhamos capacidade para ela. Porém é essa incapacidade, que muitos dizem ser insana, que nos processa e mantém vivos. Apuramos os sentidos. Apuramos as outras faculdades para compensar as perdas. E depois o nosso corpo assume a  rejeição. A perda funciona nele porque embora seja difícil, está projectado  para reagir a isso, para escolher viver e para se habituar a estar sem a faculdade perdida. Assim somos nós também. Habituamo-nos a esta ausência e a algo que nos é / foi (no futuro) tão vital. A vida ensina-nos que o corpo tem esta capacidade de se readaptar, de se reconstruir e regenerar para voltar ambientar-se a um novo meio. Quando tomamos uma decisão decidimos sempre em prol de algo e em detrimento de qualquer coisa. E são essas decisões que todos os dias tomamos que nos obrigam a fazer adaptações e a gerar novas aptidões para lidar com as faltas. E tal como o nosso corpo, também somos capazes.



Styling / Produção / Photo: I.

Guarda-roupa Mia:

Calças claras skinny Zara
Camisa Larga branca linho Zara
Sapatos Stradivarius
Pulseira dourada Osho
Brincos pérolas Biju
Lacinho flores Primarck

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1 comentários

  1. oh querida mia que texto lindo..!! revejo-me sempre tanto quando te leio. É bem verdade, habituamo-nos à ausencia *

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