Para ti, que sempre foste fiel a ti mesma e que serás sempre, muito embora possas tropeçar nas emoções às vezes...

By quinta-feira, setembro 01, 2011 , ,


Algures entre uma boa e uma má acção estão mil tons de cinzento, escreve Jodi Picoult  no seu livro “Tudo por amor” sobre o amor devoto de uma mãe.

As boas acções são relativas e as más ainda mais. Não é por acaso que nos filmes tantas vezes sentimos pena do mau da fita quando sabemos do seu passado traumático, ou, secretamente, esperamos que o rebelde se safe 
porque, coitadinho, até quer fazer uma boa acção, mesmo que pelo caminho lixe umas quantas famílias.

Não sei bem como abordar este tema mas a verdade é que as pessoas adoram julgar e seguir-se por uma base fixa e certa de valores, inflexível, mas o amor faz as regras todas cair aos bocados, as ligações que temos uns com os outros contrariam e desafiam a ética e, às vezes, agimos por instinto emocional e magoamos os outros, magoando-nos a nós próprios, quando nos apercebemos. Os valores regem a nossa vida, e ainda bem, servem como mapa e ainda bem, reafirmo, mas por vezes temos que retirar caso a caso, com diferentes ferros, e isolar o assunto, situar o contexto, perceber bem as justificações, não partir de pressupostos.

Não há nada como a falha para que nos apercebamos e que aprendamos aquilo que queremos ser. O auto-conhecimento passa também pelo reconhecimento, que nem gps dos lugares de que não queremos fazer parte, e daquilo que não queremos ser. Talvez o auto-conhecimento inclua também a noção de um caminho de onde possamos olhar aquilo que não somos, ou aquilo que não queremos que a nossa vida seja. Importa sim, mais do que tudo, que sejamos fiéis a nós mesmos, que saibamos o que nos leva a agir e que nos vamos reconhecendo em cada passo, já que uma coisa nós temos certa: Somos sempre os fiéis herdeiros das consequências que advém dos nossos actos e das nossas decisões, mesmo quando estas ficam guardadas a sete-chaves connosco mesmos. Sei desde o início: na solidão, é-me impossível fugir de mim próprio, escreveu José Luís Peixoto, no seu Cemitério de Pianos e nós sabemos que é mesmo!

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13 comentários

  1. Obrigada por teres sempre as palavras certas, que sempre tocam naquele ponto onde nos sentimos mais frágeis e nos fazem sempre dizer "é mesmo isso!". Obrigada por estas palavras que me fizeram ressurgir com uma força imensa. Tenho muito orgulho por te ter perto de mim! :) Um grande beijinho

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  2. Oh minha querida Inesinha :) Eu sou uma sortuda por te ter como amiga!Um grande, grande beijinho!

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  3. até gostei! Da imagem e do texto e afins :P

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  4. Até? Sinceramente, até parece! ;)

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  5. Não sou muito de apreciar este tipo de textos :p O meu até vale um "amei" de outra pessoa que gosta destas coisas :p

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  6. ahah! Pronto, pronto! Obrigada então!

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  7. É bem isso mesmo... sempre que me pego "me contrariando" começa uma confusão.
    Mais intenso que ser fiel à outra pessoa, é ser fiel a si mesmo.

    Adorei o texto!

    Beijos

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  8. Marilia é isso mesmo, mais do que com todos os que nos rodeiam o encontro deve ser sempre connosco! :) Obrigada

    Olá Vanessa! Obrigada e bem-vinda ao blogue! Beijinhos

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  9. possa : ) tão bom!!! tão verdade...e eu sei o que não sou embora mtas vezes n saiba quem/o que sou..sei sempre o que não sou. e evito julgar, n está em mim, thank god. *

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  10. É mesmo isso Hella... Essa exclusão ajuda-nos a conhecer-nos melhor... Mesmo, porque as pessoas fazem-no a torto e a direito e depois ao virar da esquina estão a fazer o precisamente o que condenam.. *

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  11. A imagem é perfeita =)

    http://pes-de-bailarina.blogspot.com

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