Muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa

By segunda-feira, julho 18, 2011 ,



Aquilo que precede o Super Bock Super Rock, o cartaz, ou as praias de Sesimbra, é a essência de um festival. Festival vem de festa, celebração, festejo.
Mas por lá também se come pó às colheres, também se tomam banhos de água fria e se aguentam casas-de-banho mal-cheirosas.
Como numa bolha imaginária, deixamos de parte os problemas e paralelamente redimensionamos os dilemas gigantes para algo insignificante. Por lá, deixamos de pensar em cortes no subsídio de Natal ou em novos impostos.
Canta-se em uníssono, acertam-se as palmas e os passos de dança. Gritam-se frases no parque de campismo, respondidas em vários pontos, que nem verdadeiros gritos de guerra. A frase do Samuel Massas: “Trinta” bateu recordes.
Desde as conversas filosóficas das cinco da manhã, ao estranho que nos cai por cima da tenda, aos sorrisos cúmplices quando acabamos de tomar banho e espetamos os pés numa poça de lama, os festivais são união e mostram como conjuntamente somos melhores a caminhar na mesma direcção,mesmo que de diferentes formas. O método pouco importa desde que estejamos juntos. O mote do Sudoeste TMN provoca-nos: “Vens ver ou vens viver?”
Nos festivais vive-se, mas vive-se em comunidade, cria-se uma pequena cidade organizada, ali suspensa no tempo e com a certeza de que estamos melhor unidos, a cantar e a espantar os nossos males.


Como disse Carlos Casares: "As fronteiras são linhas imaginárias e a humanidade é maior do que elas".


P.s No próximo levo galochas!

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