Foi assim

By quinta-feira, julho 07, 2011 , ,



James Blake entrou em cena ao fim da tarde e transportou-nos até à entrada na magia da noite. A sua voz ao ritmo de intensas vibrações que ouvimos entrar pelo corpo até às batidas fortes do coração, fizeram-nos, ao som de toques e sons muito próprios perceber que se avizinhava uma noite muito especial. A “Limit to your love” é linda, linda. Oiçam aqui!
Ao nosso lado estava Tiago Bettencourt, concentrado também ele na melodia profunda que ressaltava da postura fria  dos Blake. Seguimos directamente para Coldplay. Era tanta, mas tanta gente que furar parecia impossível. No entanto, aproveitámos algumas correntes de “furadores” e lá conseguimos posicionar-nos um pouco melhor.


Que posso eu dizer de Coldplay? Os Coldplay têm uma postura em palco tão própria que conseguem arrepiar homens e mulheres do início ao fim do espectáculo  Não consigo entrar em grandes descrições e normalmente o indescritível é-o pelas marcas que nos deixa, marcas que mal percebemos e que não conseguimos explicar. Sei que saltei, abraçei, ri e quase chorei. Foi um misto de sensações que no conjunto posicionaram Coldplay no top dos melhores concertos a que, até agora, assisti. Espero que não demorem mais seis anos a voltar, que senão vou ter que ir procurá-los fora de Portugal. Adorei. Pouco mais posso dizer. O fogo de artifício, os confetis, as bolas que o vento insistia em mandar para longe, o rio ali ao lado, Chris Martin deitado no palco, ...

A música é, como dizia ontem, encontro, partilha e claro que não faltaram caras conhecidas, ou não fosse Portugal um país onde toda a gente conhece toda a gente. Os encontros começaram mal entrámos. Confesso que me irritaram bastante as abordagens que me fizeram: “Cortaste o cabelo?”, deita logo um ego abaixo, “Estás mais magra!”, “Estás um bocado pálida”, se bem que esta última foi de propósito porque o J. sabe que eu sou hipocondríaco!

Finalizámos com Patrick Wolf, que por ser um artista sui generis trouxe aquilo que o fim de noite pede. Muitos risos, e uma boa disposição que nos faz sentir que ficaríamos por ali mais umas boas horas! Não fosse hoje dia de trabalho...

E que venha o Super Bock Super Rock! 

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