O relógio do Benjamim

By terça-feira, abril 12, 2011 , ,



As pessoas insistem em ritmos certos. Insistem em rotinas, em horas, em idades. E está tudo certo. A ordem faz falta e é necessária. Às vezes só me espanto, por ver aqueles que não conseguem perceber os diferentes ritmos dos outros. O que para uns demora um dia, para outros pode levar anos. Será necessariamente mau?

 A sociedade sempre nos fez olhar por um binóculo estereotipado, onde um comprimido faz efeito após vinte minutos. No entanto, às vezes esse comprimido nem sequer faz efeito. Acho que as pessoas ainda não perceberam a diferença. Falta-lhes ainda ver com vários binóculos e diferentes óculos e não se terem sempre a si como exemplo.

O “Estranho caso de Benjamin Button”, de Scott Fitzgerald, mostra-nos um ciclo contrário ao normal. Alguém que nasce velho e que morre recém-nascido. Sofreu com isso, como sofrem sempre as excepções. Mas para mim, o interessante desta história, representada num óptimo filme, é que comece-se por onde se começar, há sempre um fim e que aquilo que realmente importa é o que fazemos com os dias do meio. Fica também a ideia de que devemos ligar menos aos outros e confiar mais em nós mesmos, porque afinal de contas, a quem é que temos que prestar contas senão a nós mesmos? Como hoje me disseram, recuperando a expressão inglesa, “morremos sozinhos”. Nós, nós, nós e a nossa consciência. Com ou sem atrasos pelo meio.


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4 comentários

  1. Realmente concordo contigo, que importa como começamos ou acabamos? o importante são mesmo so dias do meio e o que fazemos com eles. Acreditar em nós mesmo é meio caminho andado para os dias do meio nos fazerem sorrir :)* beijinho grande

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  2. Foi mesmo essa a ideia Icas. É bom ver como compreendes! :) Beijinhos

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  3. :) Tens email para onde possa escrever?

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