Vulnerabilidades

By quarta-feira, março 23, 2011 ,



Ontem continuei a minha ronda de idas a médicos (Eu avisei-vos que era hipocondríaca). Contudo, não é sobre os meus traumas que vos venho falar hoje, mesmo que eles dessem matéria para vários posts. Vulnerabilidade é o tema. 

Um ritual simples. Uma ida ao médico. A exposição das queixas e dos problemas. A avaliação de todos os olhares, de todas as palavras que profere, e das entrelinhas das palavras. Examino todos os gestos. Estudo todos os significados. Indago os processos. Até descansar. É engraçada esta posição frágil que assumimos, perante o que desconhecemos e face àquilo que nos ultrapassa.

Hoje, mais do que numa ida ao médico, sinto-me frágil e com vontade, não de tirar um curso de medicina, mas de saltar para o Parlamento e de dar eu mesma um curso aos políticos sobre importar-se. Importar, um verbo simples. Bastavam algumas aulas práticas para ver se os seus interesses e a ânsia de uma campanha política fácil e antecipada deixavam de se sobrepor à racionalidade e à arrogância da nossa classe política.

Não me apetecia pronunciar sobre política e hoje gostava de dizer, como alguns, que não me importo. De olhar para os políticos e dizer que nem quero saber, chamar-lhes nomes e sentir-me aliviada. Mas trata-se desse verbo ,que tanto lhes falta, que eu tenho demais. Importar.

 É de vulnerabilidade que uma vez mais se trata. Sinto-me a paciente nas mãos de uns médicos que não se sabem gerir nem a eles, quanto mais a um país enfermo. Gostava de saltar para o Parlamento e de me fazer ouvir. Mas o medicamento que eles nos vão receitar é o que nós vamos ter que tomar. Mesmo que não nos cure.



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7 comentários

  1. My thougths exactly.. Oh cherrie o que vai ser de nós?

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  2. Paciência minha querida, agora o povo tem a palavra, que escolha conscientemente ou não, é um problema seu, depois não tem motivos para se queixar e que leve isto até às últimas consequências. Beijinho*

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  3. Acho que a partir de hoje sou adulto,já não sou virgem nas opiniões,convicções e acima de tudo começo a ter personalidade e vontade de fazer algo de diferente,arrojado,necessário ou seja útil.

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  4. É mesmo uma pena q actuar no governo não atraia mt gente boa. Mas não é por falta de gente boa, o q não falta por aí são talentos. Vejo quase tds os dias broadcasts ao vivo da AR e logo passo-me da cabeça e mudo de canal, resumem-se a trocar farpinhas e risinhos irônicos, e pouco ou nenhum debate sério.

    Mas, enfim, há de melhorar sim sra., é importante não desanimar! Usando de tua metáfora, a recuperação dos pacientes depende muito do estado emocional e vontade de viver, afinal como dizia o nosso amigo bigodudo, "o que não nos mata, deixa-nos mais forte" :)

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  5. A Voz da Tua Consciência24 de março de 2011 às 12:48

    Epa oh Marta aceita lá os comentários

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