Because I said so

By quinta-feira, março 03, 2011 , ,

Há dias perdidos, dias difíceis, chatos, aborrecidos, em que acordamos com vontade de responder mal a toda a gente, ou de voltar bem rápido para os lençóis, de onde nem um pé devia ter saído. Às vezes, é difícil lidar com os problemas ou com os dias horríveis que se avizinham, e, somos vencidas pelo mau humor matinal, que se estende, tantas vezes, para o resto do dia.
Por vezes, nem razão temos para estar de costas voltadas para o mundo, mas estamos “porque sim”. E não é preciso nem necessário justificar. Nem vontade temos de pensar sobre isso. Estamos, fim de questão.
Claro que todos temos direito a dias não. Mas às vezes sinto que desperdiçamos dias assim. Um ou outro tudo bem, porque precisamos deles para reiniciar caminhos, ou para mudar de linha. Mas é da inactividade que nos envolve e da moleza em que estamos imbuídas, pena capital para arruinar o que somos, que me queixo. O estado de melancolia é bom e faz parte, mas às vezes estamos por lá tempo demais.
O Charles Chaplin pode ajudar-nos a contrariar esses dias, porque tudo depende, na maioria dos casos, do prisma e dos pretextos que temos, e do espírito que nos envolve.
"Hoje levantei-me cedo a pensar no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está a chover, ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro, ou sentir-me encorajado para gerir as minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre a minha saúde, ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não me terem dado tudo o que eu queria, ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar, ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico, ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos, ou entusiasmar-me com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planeei, posso ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar. O dia está à minha frente, à espera para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."

 Charles Chaplin


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2 comentários

  1. O apreciador de vestidos.1 de agosto de 2011 às 12:17

    um dia, velhinhos, olharemos apra trás. alguns ficaram tristes por tantas vezes terem voltado para a cama, sabendo que agora já nao mais tinham força para desafiar esse comodismo. outros rememorarão o passado com o orgulho de terem tido a força para só deles dependerem. e sorrirão.

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