Águas de Março

By quinta-feira, março 10, 2011 , , ,



Enquanto me maquilhava no “pára-arranca” do costume, apercebi-me que algo de diferente se iria passar na rádio: 

Um rapaz resolveu pregar uma partida à namorada. Normalmente nunca gosto de coisas públicas e expostas e nem me identifiquei com o casal em questão. No entanto, devo confessar-vos que, foi por um triz que não fiquei com uma mancha de rímel na cara.

Basicamente ele escondeu uma caixinha com um anel de noivado na mesinha de cabeceira e em directo, fez a apresentadora do programa passar por sua secretária, e pedir-lhe para ela ir lá buscar uns papéis dele. Claro que quando ela voltou, era ele que estava em linha e fez-lhe o pedido e uma declaração. Ela vinha sem reacção. Foi muito bonito até porque depois começou a música que ele tinha escolhido para a ocasião, que eu só tolerei porque fiquei com aquela cara do “ohhh”, sem me aperceber como detesto a música.

Devem ser as “águas de Março” que andam a actuar na minha sensibilidade… 

Sim, pode ser piroso, e não gostava de ser pedida assim em casamento, embora não dispense um pedido hollywoodesco que mostre como sou especial. Mas há uma coisa que me fica deste casal: a surpresa, a diferença. Cada vez mais os pedidos de casamento são lógicos e contratuais nos casais e, portanto, são meramente falados num jantar. 

Fiquei sensibilizada por ele a ter  surpreendido totalmente e porque se preocupou em fazer algo inesperado nos anos dela, que para eles teve um impacto brutal. Gostei. Gosto sempre de declarações de amor e de imprevisibilidade, numa sociedade tão cómoda e padronizada.

E por falar em amor, logo à noite na 36ª edição da Moda Lisboa o tema é o amor. Prometo que estarei bem atenta para trazer todos os detalhes para as mais românticas.
 

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