De há uns anos para cá que comecei a deixar-me de celebrações no meu aniversário. Não, não sou daquelas pessoas que foge do mundo ou que deprime. Longe disso. Mas fiquei algo “traumatizada” com jantares de anos em que estava mais preocupada com os outros do que comigo mesma e deixei, simplesmente, de me preocupar. A verdade é que já organizo tanta coisa em trabalho que acabei por perceber que, no meu momento, tudo o que eu não precisava era de fazer mais do mesmo…



No entanto, este foi um ano muito importante para mim. Depois de 3 anos a trabalhar em modo one-woman-show, este foi o ano em que consegui montar a minha equipa e a minha empresa. Ao mesmo tempo, este foi também o momento em que reencontrei pessoas que para quem tinha deixado de ter tempo e de quem sentia tantas saudades. Em que cresci e conheci novas peças importantes no meu caminho, tão cheio de curvas e contra-curvas , como calha bem para não dar sono!



Por toda esta mudança e reboliço que tem sido a minha vida, senti necessidade de dar uma última oportunidade às celebrações do meu aniversário. Mas achei mesmo que não ia ser bom, que não ia gostar. Pensei, até, que as pessoas iam arranjar desculpas para não estarem. Mas, foi tudo ao contrário. E por isso, só tenho que agradecer:



A quem me tem feito dar estes passos e que, mesmo perante a minha ausência, continua a responder aos meus apelos; a quem me tem dado empurrões e aturado as poucas horas de sono de um humor muito próprios. A todos os meus amigos, por me ajudarem a ser perseverante, a querer estar e a deixar ir. 



E que durante este ano haja mais tempo, mais encontros e, sobretudo, que nunca mais volte a ser "Até para o ano"!


P.S Um agradecimento especial ao Pedro Parreira por ter agarrado na minha máquina fotográfica para fazer esta reportagem e ao Wasabi Sushi Bar não só por ter reservado o espaço para nós mas também por ter feito muita gente sair de lá a dizer que aquele era o "melhor sushi de Lisboa". 






As previsões para o fim de semana chegavam,  praticamente em todo o país, aos 40 graus. Em todo, menos na Ericeira. Como já contei no post anterior, fui com uma amiga passar o fim-de-semana a esta vila tão perto de Lisboa e o plano era praia o tempo todo. Ora o que tivemos? Sábado, com máximas de 22 graus que nem vimos atingir e uma ida à praia de apenas 20 minutos, em que o vento estava tão forte que as toalhas não serviram para a areia mas sim para nos taparmos. Já no domingo as coisas compuseram-se. Mas, o lado bom de tudo isto, além de termos ficado num sítio espectacular, foi que no sábado acabámos por passear e descobrir os recantos da zona.  E, deixem-me que vos diga, que foi tão bom que merece um post só para isso! Aqui fica o meu top de "o que fazer na Ericeira quando não dá para ir à praia":



1. Descobrir a gastronomia -  Se são fãs de marisco, vão adorar praticamente toda a oferta local. Visitámos a Marisqueira César, em frente ao Parque de Campismo, com o marisco todo bem visível e viveiros próprios. O espaço foi remodelado há cerca de 20 dias e, agora, combina um menu de "comer e chorar por mais" com uma decoração leve, moderna e marítima. É um restaurante cheio de luz, em que apetece ficar só a olhar para o mar. Também costumo ir com os meus pais a um restaurante em frente à praia que se chama Brisa e em que o arroz de marisco é divinal. 



2. Petiscar ou beber um copo - Ok, o tópico continua a ser o mesmo, mas há refeições grandes e há petiscos... No centro da vila, com mini esplanada mesmo em cima do empedrado, acabámos por fazer um almoço bem tardio no domingo, sem pressas e repleto de sabores. Recomendamos: ovos com farinheira e a salada de polvo (muito, muito macio). A sangria é um ótimo refresco.  




3. Passear pela vila – Sem grandes roteiros, mesmo assim à descoberta. Há sempre algo para descobrir e muito comércio local. Há cor por todo o lado, oferecendo cenários que parecem saídos de filmes, de tão bonitos e arranjados que estão. Vemos muitas flores em janelas e varandins, e é quase impossível não andar de máquina fotográfica ao peito para registar verdadeiros postais.  


4. Fazer compras - Nas galerias de São Sebastião, há achados por todo o lado. E para quem procura boas sapatarias, vieram ao sítio certo, até porque a maioria das lojas de rua vende a marca portuguesa Tapadas, com opções confortáveis e muito, muito giras. Nesta colecção, a maioria dos modelos aposta em cortiças, franjas e cordas.  


5.Treinar – O clima pouco quente local, e a brisa sempre presente, favorecem os treinos na rua, à beira mar ou mesmo por entre ruelas, de manhã ou ao fim da tarde. E face às duas primeiras sugestões, este pode é , sem dúvida, um ponto importante para fazer um balanço.



Dizem que o céu da Ericeira é diferente; Que é mais azul. Talvez seja culpa do mar, do nevoeiro que tantas vezes espreita no meio das cores vivas das casas, das placas coloridas, dos espanta espíritos de conchas e estrelas do mar ou das pranchas repletas de autocolantes dos surfistas. Seja lá por que motivo for, não são precisos grandes motivos para ir até à Ericeira. Afinal, estamos a 35 minutos de Lisboa e chega-se mais rápido do que tantas vezes se faz a “segunda circular”. Mas e ficar? Curiosamente em 27 anos de vida nunca tinha passado uma noite nesta vila.



Mas quando estamos num sítio tão bom para descansar, para quê ir e vir? Sobretudo, quando há alternativas como um Bed & Breakfast com toque de hotel de charme e a simplicidade de um turismo rural. Demasiados adjetivos? O melhor é mesmo explicar-vos a história e o conceito deste espaço.


João Malaquias (ao meu lado na foto) formou-se em gestão hoteleira. Sempre soube que coisas teóricas não eram para ele. Precisava de estar no terreno. Hoje, a escolha que na altura foi quase “a ferros” mostra-nos como, tantas vezes, o destino dá o empurrão certo a quem se presta a isso. Quem procura, geralmente encontra. E foi o que aconteceu com este jovem empresário que, depois de passar por várias casas de referência na indústria hoteleira, percebeu que o que era “mesmo, mesmo” a sua praia era abrir o seu próprio espaço junto daquela das suas memórias.





A apenas 37 km de Lisboa, bem no centro da Ericeira, e a poder-se ir a pé para as praias mais “típicas” ou para os afamados restaurantes, está o Ericeira Boutique Lodge, um espaço com muita luz e bem decorado; A começar pelo Galo de Barcelos branco (a peça favorita da casa do João, e a minha também!). Com 4 quartos duplos e pequeno almoço incluído (e bom!), os quartos são inspirados na tradição portuguesa e remetem para os padrões de azulejos em pormenores, como as almofadas, que se misturam com os apontamentos de amarelo, a fazer lembrar os nossos eléctricos das ruas da capital.


Os preços variam entre os 35€ e os 80€, consoante a época e o tipo de quarto. Ah, e o apartamento pode ser alugado na totalidade (o que é perfeito para um fim de semana com um grupo de amigos).



Rua Eduardo Henriques Pereira, N.2 | 1º Andar, 2655 - 267 Ericeira


Ando sempre a correr de um lado para o outro. E, muitas vezes, as pessoas ficam chateadas comigo porque não percebem a minha vida. Eu também não perceberia. Trabalhar por conta própria é bom, mas também exige muito de nós. Exige tempo que não temos, capacidade de resposta quando não conseguimos multiplicar-nos, agenda quando mal conseguimos ter um minuto para respirar e, sobretudo, ter tempo para as (nossas) coisas mais essenciais como ir ao médico, ou levar os nossos melhores amigos ao veterinário para as vacinas de rotinaClaro que é tudo uma questão de organização (algo que com o tempo – palavra-chave) acontece. Mas quanto mais conseguirmos poupar no nosso elemento principal, melhor. E esta semana conheci o Dr. Bigodes, o veterinário que protagoniza a máxima: “Quando Maomé não vai à montanha…”



Visualizem o cenário comigo: trela a puxar e um animal stressado num consultório veterinário, com a banda sonora de um telemóvel que toca a cada cinco minutos? Tenho duas cadelas e uma gata, e sempre que tenho que as levar a uma mera consulta de rotina, como diria uma colega minha, “É uma cegada!”. Eu explico, as minhas cadelas são de guarda e apesar de serem meigas, não se dão especialmente bem com outros animais, o que faz com que, na maioria das vezes, tenha que esperar que toda a gente seja atendida para que seja a nossa vez. Já a minha gata, que só faz mal às moscas que se metem nas suas “reboladelas” ao sol, quando vai a caminho, já está tão assustada que, à mínima coisa, mete as garras de fora. 


Agora de certeza que já todos pensaram como seria mais fácil se isto acontecesse em casa, certo? E a verdade é que na sexta-feira, tive a prova de que é possível e que, de facto, é incomparavelmente melhor. Veterinário em casa das 10h às 24h, com um preço acessível e sem custos de deslocação ou filas de espera. E as vacinas podem ser agendadas online, bem como as consultas. Recapitulando: Vacinação, consulta de emergência, análises, acupunctura, nutrição ou até um bom banho! O Dr. Bigodes não é apenas um médico, são vários, e atuam em Lisboa e arredores (todos os dias) e agora, também, no Porto. Diz o Dr. Bigodes fundador, Bruno Santos, que assim evitamos que o nosso animal saia da sua zona de conforto e que visite um ambiente stressante: “inundado por cheiros de outros animais, feromonas, …”


A minha bola de pelo não adorou que a agarrássemos, mas ficou com as vacinas e a desparasitação em dia, e está ótima de saúde. Não stressou quase nada e não arranhou ninguém, embora vontade não lhe faltasse.... Já a mel, é tão tonta que enquanto era vacinada até lambeu o Dr. Bigodes. Quem a tivesse visto num consultório, não acreditava que era a mesma cadela. Ficou tão encantada que até pousou para as fotografias sempre com as patas no seu amigo veterinário. E eu, sem perder horas e horas à espera de ser atendida, fiquei com o assunto resolvido numa manhã. Já tinham ouvido falar desta solução?


Um dia ofereceram-me um livro com uma dedicatória que dizia. “Disseste-me que querias ter uma casa cheia de livros. Aqui tens uma pequena ajuda para começares a tua biblioteca.” Coincidência, ou não, lembro-me bem da história e do livro. Devo ter lido a contracapa do “Cemitério de Pianos” de José Luís Peixoto várias vezes. Além disso, estamos a falar de um dos meus escritores favoritos que depois disso já tive o prazer de entrevistar. Não tive foi coragem de lhe contar esta minha história.


Tudo isto para dizer que enquanto não posso ter a minha casa cheia de livros, e não são as teimosas alergias que me vão impedir, há outras opções que me podem fazer continuar a sonhar com isso. The Literary Man é o hotel com mais livros do mundo. É em Óbidos e merece a visita de qualquer pessoa que goste de ler.






Já não me lembro de quantos livros me disse o proprietário que tinham no momento, provavelmente por estar tão impressionada com as estantes cheias até ao tecto. Talvez cerca de 50 000, mas certo é que o objectivo era até ao final do ano duplicarem o número. E claro que não resisti a fazer uma pergunta óbvia. No meio de tantos tesouros, não têm medo que alguém vos roube algum? E Telmo Faria respondeu como eu merecia: “Perguntam-me muitas vezes isso e eu respondo sempre que, se levarem algum livro, o pior que pode acontecer é alguém lê-lo.  


Entrando pelo antigo convento que agora é um hotel, temos à esquerda um espaço para os apaixonados pela cozinha. A balança não engana. À direita, outros ingredientes apimentam os amantes de boas histórias, com banda desenhada à mistura. Já na sala principal, dois sofás grandes convidam a um bom serão à lareira nos dias frios que podem ser ainda mais quentes com o bar de gin aberto até à meia-noite. Os cocktails são, também eles, obras literárias como a Lolita ou o Moby Dick.


A minha avó dizia, quando ainda sabia o que dizer, que lhe costumavam chamar a “papa-livros”. E eu gosto de pensar que tenho a quem sair. Adoro ler. Infelizmente tenho tido pouco tempo e, confesso, falta de paciência para o fazer. Mas este foi também um fim-de-semana com um lembrete para voltar aos good old days.


E se pensávamos que saindo do hotel, perdíamos a literatura de vista estávamos bem enganados. Óbidos continua com a ginjinha, mas as personagens principais da cidade medieval são hoje outras e toda a gente parece estar empenhada nesse sentido. Senão veja-se, há um mercado biológico que também é uma livraria, uma igreja que agora se chama livraria Santiago e até uma adega onde a literatura é o fim de boca preferido. Óbidos virou a página e espera que também vocês vão até lá escrever o vosso capítulo. E, ora pois, que sejam felizes para sempre.



R. de Dom João de Ornelas, Óbidos
262 959 214


Ando sempre com a cabeça na lua. É um facto. Mas há coisas que nem a mim me passam ao lado... A campanha da La Redoute deste fim-de-semana é uma delas. Ao encomendarem 5 artigos, todos têm 50% de desconto em todos os produtos (mobiliário incluído). E se não vos apetecer comprar 5 artigos, na compra de 4 também têm 40% (em todas as peças) e de 3 (30%). 

Há cores que não precisam de estação. O branco é uma delas. Mas eis que chegou com o protagonismo merecido sob a forma de looks totais. Vejam estas peças "imaculadas" que seleccionei: 


1. Blusa em ponto cheio - Laura Clement - preço: 49,99 (agora: 24.99€). 
2. Camisola - preço: 29.99 (agora: 14,99€)
3. Blusa de mangas curtas - Soft Grey - preço: 39.99 (agora: 19.99€)
4.Vestido de mangas compridas - Laura Clement - preço: 69.99 (agora: 34.99€)
5. Sandálias Mademoiselle R- preço: 59.99 (agora: 29.99€)
6. Blusa com gola de bicos Laura Clement - preço: 39.99 (agora: 19.99€)


Mais ideias em branco...

1. Ténis em pele Soft Grey - preço 69,99 (agora: 34.95€)
2. Blusa com folhos Laura Clement - preço: 15.99 (agora: 7.99€)
3. Sapatilhas com presilhas Soft Grey - preço 59,99 (agora: 29.99€) 
4. Blusa Karl Marc John - preço 84.99 (agora: 42.95€) 
5. Blusa de mangas curtas R Essential - preço: 29.99 (agora: 14.99€)
6. Blusa Molly Bracken 45,99€ (22.99€) 

Blue feeling... Azul, azul e azul: cobalto, celeste, ganga. Tudo o que remete para o mar ou para o céu de perder de vista, deve fazer parte do nosso closet este verão. E isso envolve vestidos esvoaçantes, pois claro!


1. Vestido Midi - preço: 35.99 (agora: 17.99€)
2. Saia Jacquard - preço 44.99 (agora: 22.49€)
3. Vestido Mangas curtas Soft Grey - preço 49.99 (agora: 24.99€)
4. Saia Midi com botões soft Greypreço 49.99 (agora: 24.99€)
5. Sandálias Mademoiselle R - preço: 69,99 (agora: 34.95€)
6. Vestido com decote à barco - preço: 17.99 (agora: 8.99€)

As riscas de marinheiro ou os famosos tops bretons tornaram-se must-haves dos nossos verões. Se os vossos já deram o que tinham a dar, com esta promoção vale bem a pena apostar em mais um. Que tal um decote em barco, para os passeios ao final da tarde?


1. Vestido - preço: 29.99 (agora: 14.99€)
2. T-shirt estampada - preço 17.99 (agora: 8.99€)
3. Camisola às riscas Soft Grey - preço: 49.99 (agora: 24.99€)
4.Camisola à marinheiro - preço: 19.99 (agora: 9.99€)
5.T-shirt às riscas com bolso - preço: 12.99 (agora: 6.49€)
6.Top de alças cruzadas atrás - preço: 39.99 (agora: 19.99€)

E as peles? Não, não ficaram no Inverno. As peles continuam em voga, bem ao lado dos caramelos, camel e dos acobreados.


1. Vestido comprido Soft Grey - preço: 64.99 (agora: 32.49€)
2. Calções em crepe fluido Laura Clement - preço 39.99 (agora: 19.99€)
3. Sandálias com tacão alto Soft Grey - preço 69.99 (agora: 34.95€)
4. Vestido com bordado inglês Soft Grey - preço 49.99 (agora:24.99€)
5. Vestido comprido Laura Clement - preço: 64.99 (agora: 32.49€)
6. Vestido em imitação pelica - preço: 34.99 (agora: 17.49€)

Sabe tão bem poupar por comprar em quantidade. Aproveitem, é só até amanhã dia 18! 

(Ainda me lembro de ficar horas a ver os catálogos e de fazer cruzes nas peças que mais gostava. Por acaso quando era pequenina era algo quase inspiracional porque a minha mãe não gostava da ideia de comprar alguma coisa sem experimentar. Mais tarde e, sobretudo, com a passagem para o online as coisas mudaram e tornei-me cliente e fã da La Redoute. E quando este fim-de-semana me deparei com esta oportunidade quando procurava a nova coleção não pude deixar de partilhar convosco.)
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