Talvez seja por termos crescido embrulhadas em filmes... Arranjávamos sempre forma de nos rever nas heroínas e esperar pelos príncipes encantados. Quem me segue há mais tempo, sabe o quanto acredito que isso nos mexe com a cabeça, quase de forma definitiva. Procuramos e comparamos cenários da vida real, quase sempre com expectativas demasiado elevadas, que nos [me] fazem viver sempre em bicos de pés, como uma bailarina que rodopia, ou uma princesa em salão de baile, que sonha com capítulos de contos de fadas. 



E isso é o oposto do que, de facto, acontece. Sobretudo quando há festa a caminho e a única personagem a que conseguimos comparar-nos é a gata borralheira. Assim mesmo, sem meia-noite e sem milagre Cinderela. E, confessemos: nesta nossa história de vida real, numa fase em que apenas nos basta que o guarda-roupa não nos falhe, não é cá preciso vilã - há poucos momentos tão aflitivos quanto aqueles em que os cabides nos surgem vazios ou revestidos de opções erradas para o casamento dos próximos dias. Contra mim falo, que os ignoro quase até à véspera, quando inicio uma busca incessante nas lojas (qual caça ao tesouro) sempre a pensar naquela roupa que só existe na minha cabeça porque ainda ninguém fabricou e preocupada em trazer para casa o conjunto menos provável de mais alguém ter. Sim, que nunca há só um vestido da Zara nos casamentos! 

Já há algum tempo que tinha curiosidade em alugar um vestido pela Chic by Choice. O serviço soava-me exactamente como acredito que deva soar a quem já experimentou: a fada madrinha, daquelas à séria, com opções de sonho. E faltava menos de uma semana para o casamento da Adriana e do João. Acreditei que cumpria todos os requisitos para um pouco de magia. 

Quando me apercebi da situação, não hesitei. Pois vejam bem no que me tinha metido – e o que, até à última da hora, tinha ignorado para não entrar em pânico antes do tempo – o dress code era "Caribbean". Não poderia ser mais vago. Seria um casamento na praia e o meu cérebro não estava formatado para isso. Na verdade, o cenário, daqueles que nem sequer vêm em conto nenhum, pedia que estivesse à altura da celebração de um grande amor. Mas sem exageros e, simultaneamente, sem simplificar em demasia o que era tão importante.  


Enviei um e-mail e, de imediato, a resposta fez-me sorrir. Tinha ali alguém, do meu lado, com muito mais experiência do que eu. Pediram-me que escolhesse alguns modelos do site e depois que os fosse "provar" e decidir no showroom. Foi rápido. Demorou-me menos de uma hora, ao contrário das típicas 4 ou 5 sem encontrar "o tal". Sim, continuo a falar de vestidos! Tive o aconselhamento de uma stylist que desde logo me tranquilizou e ajudou em tudo. Tirei todas as dúvidas (e como eu sou especialista a ter dúvidas), e esclareci que modelos seriam indicados para esta ocasião, neste formato. Comprido? Curto? Quais as regras? Optei por um modelo mais fluido (andava de olho nele, no site, há bastante tempo). Still talking about dresses! E, apesar de ser branco, a sua leveza e as flores roxas permitiram-me usá-lo, bem como o facto de ser curtinho e sexy. 








Fotografia de Luís Filipe Bio Borges

Posso dizer que me senti mesmo bem durante todo o casamento, tal e qual história de encantar. E foram várias as pessoas que ainda vieram ter comigo para elogiar a escolha. Houve até uma menina pequenina que me perguntou se eu era como as super mulheres (por causa da capa). Respondi-lhe que gosto de pensar que sim. À minha maneira salvo algumas vidas todos os dias, e talvez as princesas de hoje sejam mais heroínas do que alguma vez foram! Quanto ao casamento, pela sua informalidade, foi o melhor a que alguma vez já fui. Não só por poder ser testemunha de um amor gigante como o deles, um exemplo de tenacidade e de resiliência, mas porque se sentiu mesmo a vontade dos noivos em que toda a gente se divertisse. Foi o casamento com menos regras a que já fui e, ao contrário do que eu pensava, isso pode ser mesmo bom. E quero tentar incorporar esse pensamento na forma como penso nestes momentos, sendo que só há um sinal de obrigatoriedade de que já não prescindo: na dúvida, o caminho é sempre pela Chic by Choice.  


Chic by choice Rua Castilho 39, 13º A, Lisboa HORÁRIO 10h - 19h


Tenho um fraquinho por filmes franceses, não sei se já aqui vos disse. E o “O sentido maravilhoso” parece ter os ingredientes certos para entrar para a minha lista de favoritos. Seja como for, tenho 10 bilhetes para vos oferecer esta noite. A ante-estreia é já amanhã, dia 12, por isso os 5 primeiros em Lisboa e no Porto ganham um bilhete duplo para irem ao cinema em parceria com a NOS audiovisuais.




O filme que  demonstra como, às vezes, de algum lado inesperado, surge uma força que muda tudo na nossa vida é também um retrato muito interessante sobre a síndrome de Asperger mas não vou entrar em pormenores... Só precisam de preencher o formulário abaixo e de ficarem atentos ao vosso e-mail. Boa sorte!




Antestreias:

12 de Setembro  21h30  Cinemas NOS Amoreiras

12 de Setembro 21h30   Cinemas NOS Dolce Vita Porto


Vencedores do Passatempo:

Lisboa: 
Pedro Parreira
Alessandra Yañez
Mariana Rebocho
Daniela Ventura
Vera Duarte

Porto:
Adriana Ruiz
Joana Domingues
Alfredo Arnobio
Cláudia Pinto
Sandra Martins






"A saudade só pode ser isto. Sermos obrigados a viver de forma incompleta tudo aquilo que antes vivemos completos."

Quando o Diogo e a Raquel começaram a namorar, elaboraram uma lista de coisas inesquecíveis a fazer um pelo outro. Nessa lista, figurava que ele lhe escreveria um livro e que ela lhe pintaria um quadro. Não esperavam era que a vida lhes trocasse as voltas, e que ela fosse viver para o outro canto do mundo. No entanto, apesar de toda a gente lhes dizer que não iria resultar, que a distância estraga as relações, e todos esses pretextos dos “treinadores de bancada”, eles recusaram-se a aceitar. Agarraram-se com unhas e dentes ao único argumento válido para eles: o que sentiam. Porque pior do que passarem por isto, era sobreviverem separados. 

Se a Raquel fez escala durante 18 horas em Amesterdão, então o Diogo esteve lá. Se teve férias durante uns dias, então foi ela que veio a Lisboa. E a empresa do Diogo, percebeu que a prenda certa era uma viagem para ele a visitar. Os dias passaram e eles não deixaram de arranjar formas de voltar a estar juntos. Fosse por uns dias, umas horas ou até um momento no Skype. Um quadro pintado e um livro escrito depois, não resisti a partilhar um excerto do que ele lhe escreveu porque esta é, para mim, uma história de amor dos nossos tempos. De um amor ao longe mas sem barreiras, egoísmos, individualismos ou exigências, como de tantos ao perto. Sem sincronias cómodas e confortáveis. Deixem-se inspirar e não se permitam, nunca, ficar por ficar, mesmo que para isso precisem de vos deixar ir.


"Estive a contar e foram mais de cem os dias em que te amei. Quem diz que são poucos não faz ideia do que é o amor. Eu amei-te tanto quanto te pude amar, e amei amar-te quando te pude amar. E amei-te muito. É que, sabes, por cada dia eu amei-te muitas vezes. Assim deve ser o amor. Assim devo ser eu. Ou te amo muitas vezes ou não te amo vez nenhuma. E, se te amo, amo-te quantas vezes puder. Todas as vezes que puder. Por isso, amei-te muitas vezes. E amei amar-te de todas as vezes. Amei momentos teus, bocadinhos teus, gestos teus, pormenores teus. Todos os dias, mais de cem dias. Amei-te.

Estive a contar e foram mais de cem as vezes que disse que te amo. Quem diz que são muitas não faz ideia do que é o amor. Eu disse tantas vezes que te amo que mal me lembro de dizer que te amo. E poucas vezes precisei de dizer que te amo para que soubesses que te amo. Quando te disse pela primeira vez que te amo já muitas vezes tinha dito que te amo. Como da vez que, dizendo que te amo, te convidei para ires comigo ao Porto. Ou da vez que, dizendo que te amo, te quis levar à Serra da Estrela. Ou ainda da noite em minha casa que, dizendo que te amo, disse ser a melhor da minha vida. Disse que te amo quando te toquei, disse que te amo quando te beijei, disse que te amo quando no teu colo me deitei. Repeti que te amo até já não ser preciso dizer que te amo. Mas amo.



Estive a contar e serão mais de cem os anos em que te vou amar. Quem diz que são demasiados não faz ideia do que é o amor. Eu amei-te tantas vezes que me vão faltar os dias para te amar mais vezes. Eu disse tanto que te amo que me vão faltar os anos para dizer que te amo. É que, sabes, eu vou amar-te mais um dia por cada dia que te amei, só de me lembrar porque te amei. É que, sabes, eu vou dizer que te amo por cada vez que disse que te amo, sempre que recordar porque disse que te amo. E assim serão mais cem dias, mais cem vezes, mais cem anos. E, olha, amo-te. "



Qualquer pretexto para ver um filme com Meryl Streep é bom. E se lhe juntarmos o charme e o sotaque de Hugh Grant... Dá para resistir? Não vale a pena responder... Tenho 10 convites duplos (5 em Lisboa e 5 no Porto) para o filme “Florence – Uma diva fora de tom” para vos oferecer. Basta que se inscrevam no formulário abaixo.* Os mais rápidos ganham. Aproveitem! 

Antestreias:

30-ago  21h30    Cinemas NOS Colombo
30-ago  21h30    Cinemas NOS Dolce Vita Porto




 
A história desta comédia dramática, passada nos anos 40 é baseada na história real de Florence Jenkins, uma soprano que está convencida de que tem boa voz e que sonha tornar-se uma cantora mundialmente conhecida. Focada nisso, treina e contrata um dos melhores pianistas da cidade enquanto o seu marido e agente (St. Clair – Hugh Grant) vai tentando protegê-la do desgosto de descobrir como ela é, na verdade, um motivo de gozo entre a sociedade, já que as pessoas que pagam para a ver não o fazem pelo seu talento mas pela aberração que representa. Por esse motivo, no momento em que tudo pode ser descoberto, St. Clair fica sem saber o que deve fazer…O filme tem o argumento e a realização de Stephen Frears que já conta no currículo com filmes como: "Filomena" ou "A Rainha".

*Vencedores Passatempo:

Lisboa:

Patrícia Afonso
Liliana Fernandes
Manuel Pereira
Carla Sousa Feitor
Dora Dias

Porto:

Sandra Martins
Marta Costa
Joana Fonseca
Alexandra Carrada
Rita Amorim


De há uns anos para cá que comecei a deixar-me de celebrações no meu aniversário. Não, não sou daquelas pessoas que foge do mundo ou que deprime. Longe disso. Mas fiquei algo “traumatizada” com jantares de anos em que estava mais preocupada com os outros do que comigo mesma e deixei, simplesmente, de me preocupar. A verdade é que já organizo tanta coisa em trabalho que acabei por perceber que, no meu momento, tudo o que eu não precisava era de fazer mais do mesmo…



No entanto, este foi um ano muito importante para mim. Depois de 3 anos a trabalhar em modo one-woman-show, este foi o ano em que consegui montar a minha equipa e a minha empresa. Ao mesmo tempo, este foi também o momento em que reencontrei pessoas que para quem tinha deixado de ter tempo e de quem sentia tantas saudades. Em que cresci e conheci novas peças importantes no meu caminho, tão cheio de curvas e contra-curvas , como calha bem para não dar sono!



Por toda esta mudança e reboliço que tem sido a minha vida, senti necessidade de dar uma última oportunidade às celebrações do meu aniversário. Mas achei mesmo que não ia ser bom, que não ia gostar. Pensei, até, que as pessoas iam arranjar desculpas para não estarem. Mas, foi tudo ao contrário. E por isso, só tenho que agradecer:



A quem me tem feito dar estes passos e que, mesmo perante a minha ausência, continua a responder aos meus apelos; a quem me tem dado empurrões e aturado as poucas horas de sono de um humor muito próprios. A todos os meus amigos, por me ajudarem a ser perseverante, a querer estar e a deixar ir. 



E que durante este ano haja mais tempo, mais encontros e, sobretudo, que nunca mais volte a ser "Até para o ano"!


P.S Um agradecimento especial ao Pedro Parreira por ter agarrado na minha máquina fotográfica para fazer esta reportagem e ao Wasabi Sushi Bar não só por ter reservado o espaço para nós mas também por ter feito muita gente sair de lá a dizer que aquele era o "melhor sushi de Lisboa". 






As previsões para o fim de semana chegavam,  praticamente em todo o país, aos 40 graus. Em todo, menos na Ericeira. Como já contei no post anterior, fui com uma amiga passar o fim-de-semana a esta vila tão perto de Lisboa e o plano era praia o tempo todo. Ora o que tivemos? Sábado, com máximas de 22 graus que nem vimos atingir e uma ida à praia de apenas 20 minutos, em que o vento estava tão forte que as toalhas não serviram para a areia mas sim para nos taparmos. Já no domingo as coisas compuseram-se. Mas, o lado bom de tudo isto, além de termos ficado num sítio espectacular, foi que no sábado acabámos por passear e descobrir os recantos da zona.  E, deixem-me que vos diga, que foi tão bom que merece um post só para isso! Aqui fica o meu top de "o que fazer na Ericeira quando não dá para ir à praia":



1. Descobrir a gastronomia -  Se são fãs de marisco, vão adorar praticamente toda a oferta local. Visitámos a Marisqueira César, em frente ao Parque de Campismo, com o marisco todo bem visível e viveiros próprios. O espaço foi remodelado há cerca de 20 dias e, agora, combina um menu de "comer e chorar por mais" com uma decoração leve, moderna e marítima. É um restaurante cheio de luz, em que apetece ficar só a olhar para o mar. Também costumo ir com os meus pais a um restaurante em frente à praia que se chama Brisa e em que o arroz de marisco é divinal. 



2. Petiscar ou beber um copo - Ok, o tópico continua a ser o mesmo, mas há refeições grandes e há petiscos... No centro da vila, com mini esplanada mesmo em cima do empedrado, acabámos por fazer um almoço bem tardio no domingo, sem pressas e repleto de sabores. Recomendamos: ovos com farinheira e a salada de polvo (muito, muito macio). A sangria é um ótimo refresco.  




3. Passear pela vila – Sem grandes roteiros, mesmo assim à descoberta. Há sempre algo para descobrir e muito comércio local. Há cor por todo o lado, oferecendo cenários que parecem saídos de filmes, de tão bonitos e arranjados que estão. Vemos muitas flores em janelas e varandins, e é quase impossível não andar de máquina fotográfica ao peito para registar verdadeiros postais.  


4. Fazer compras - Nas galerias de São Sebastião, há achados por todo o lado. E para quem procura boas sapatarias, vieram ao sítio certo, até porque a maioria das lojas de rua vende a marca portuguesa Tapadas, com opções confortáveis e muito, muito giras. Nesta colecção, a maioria dos modelos aposta em cortiças, franjas e cordas.  


5.Treinar – O clima pouco quente local, e a brisa sempre presente, favorecem os treinos na rua, à beira mar ou mesmo por entre ruelas, de manhã ou ao fim da tarde. E face às duas primeiras sugestões, este pode é , sem dúvida, um ponto importante para fazer um balanço.



Dizem que o céu da Ericeira é diferente; Que é mais azul. Talvez seja culpa do mar, do nevoeiro que tantas vezes espreita no meio das cores vivas das casas, das placas coloridas, dos espanta espíritos de conchas e estrelas do mar ou das pranchas repletas de autocolantes dos surfistas. Seja lá por que motivo for, não são precisos grandes motivos para ir até à Ericeira. Afinal, estamos a 35 minutos de Lisboa e chega-se mais rápido do que tantas vezes se faz a “segunda circular”. Mas e ficar? Curiosamente em 27 anos de vida nunca tinha passado uma noite nesta vila.



Mas quando estamos num sítio tão bom para descansar, para quê ir e vir? Sobretudo, quando há alternativas como um Bed & Breakfast com toque de hotel de charme e a simplicidade de um turismo rural. Demasiados adjetivos? O melhor é mesmo explicar-vos a história e o conceito deste espaço.


João Malaquias (ao meu lado na foto) formou-se em gestão hoteleira. Sempre soube que coisas teóricas não eram para ele. Precisava de estar no terreno. Hoje, a escolha que na altura foi quase “a ferros” mostra-nos como, tantas vezes, o destino dá o empurrão certo a quem se presta a isso. Quem procura, geralmente encontra. E foi o que aconteceu com este jovem empresário que, depois de passar por várias casas de referência na indústria hoteleira, percebeu que o que era “mesmo, mesmo” a sua praia era abrir o seu próprio espaço junto daquela das suas memórias.





A apenas 37 km de Lisboa, bem no centro da Ericeira, e a poder-se ir a pé para as praias mais “típicas” ou para os afamados restaurantes, está o Ericeira Boutique Lodge, um espaço com muita luz e bem decorado; A começar pelo Galo de Barcelos branco (a peça favorita da casa do João, e a minha também!). Com 4 quartos duplos e pequeno almoço incluído (e bom!), os quartos são inspirados na tradição portuguesa e remetem para os padrões de azulejos em pormenores, como as almofadas, que se misturam com os apontamentos de amarelo, a fazer lembrar os nossos eléctricos das ruas da capital.


Os preços variam entre os 35€ e os 80€, consoante a época e o tipo de quarto. Ah, e o apartamento pode ser alugado na totalidade (o que é perfeito para um fim de semana com um grupo de amigos).



Rua Eduardo Henriques Pereira, N.2 | 1º Andar, 2655 - 267 Ericeira


Ando sempre a correr de um lado para o outro. E, muitas vezes, as pessoas ficam chateadas comigo porque não percebem a minha vida. Eu também não perceberia. Trabalhar por conta própria é bom, mas também exige muito de nós. Exige tempo que não temos, capacidade de resposta quando não conseguimos multiplicar-nos, agenda quando mal conseguimos ter um minuto para respirar e, sobretudo, ter tempo para as (nossas) coisas mais essenciais como ir ao médico, ou levar os nossos melhores amigos ao veterinário para as vacinas de rotinaClaro que é tudo uma questão de organização (algo que com o tempo – palavra-chave) acontece. Mas quanto mais conseguirmos poupar no nosso elemento principal, melhor. E esta semana conheci o Dr. Bigodes, o veterinário que protagoniza a máxima: “Quando Maomé não vai à montanha…”



Visualizem o cenário comigo: trela a puxar e um animal stressado num consultório veterinário, com a banda sonora de um telemóvel que toca a cada cinco minutos? Tenho duas cadelas e uma gata, e sempre que tenho que as levar a uma mera consulta de rotina, como diria uma colega minha, “É uma cegada!”. Eu explico, as minhas cadelas são de guarda e apesar de serem meigas, não se dão especialmente bem com outros animais, o que faz com que, na maioria das vezes, tenha que esperar que toda a gente seja atendida para que seja a nossa vez. Já a minha gata, que só faz mal às moscas que se metem nas suas “reboladelas” ao sol, quando vai a caminho, já está tão assustada que, à mínima coisa, mete as garras de fora. 


Agora de certeza que já todos pensaram como seria mais fácil se isto acontecesse em casa, certo? E a verdade é que na sexta-feira, tive a prova de que é possível e que, de facto, é incomparavelmente melhor. Veterinário em casa das 10h às 24h, com um preço acessível e sem custos de deslocação ou filas de espera. E as vacinas podem ser agendadas online, bem como as consultas. Recapitulando: Vacinação, consulta de emergência, análises, acupunctura, nutrição ou até um bom banho! O Dr. Bigodes não é apenas um médico, são vários, e atuam em Lisboa e arredores (todos os dias) e agora, também, no Porto. Diz o Dr. Bigodes fundador, Bruno Santos, que assim evitamos que o nosso animal saia da sua zona de conforto e que visite um ambiente stressante: “inundado por cheiros de outros animais, feromonas, …”


A minha bola de pelo não adorou que a agarrássemos, mas ficou com as vacinas e a desparasitação em dia, e está ótima de saúde. Não stressou quase nada e não arranhou ninguém, embora vontade não lhe faltasse.... Já a mel, é tão tonta que enquanto era vacinada até lambeu o Dr. Bigodes. Quem a tivesse visto num consultório, não acreditava que era a mesma cadela. Ficou tão encantada que até pousou para as fotografias sempre com as patas no seu amigo veterinário. E eu, sem perder horas e horas à espera de ser atendida, fiquei com o assunto resolvido numa manhã. Já tinham ouvido falar desta solução?

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