Tenho que vos confessar que os babyshowers nunca me disseram muito. Ok, também não tenho nenhum bebé, nem penso ter em tempos próximos, ou sequer muitas amigas grávidas. Mas quando a Patrícia me ligou a perguntar o que achava do assunto, saí-me com um: "Claro que vamos fazer! Eu ajudo e vai ser liiiindo!".  Não sei se estava com veia romântica por algum motivo no momento, mas uma vez lançado o repto, não há volta a dar! Foi assim que começou a história de mim a ajudar na organização de um babyshower maravilhoso, lowcost e que me fez mudar de ideias quanto às minhas teorias sobre o assunto. Portanto este é um post para vos incentivar a nunca deixarem que a vossa amiga grávida fique sem um babyshower. Vou deixar-vos algumas dicas e inspirações com base no que fizemos que podem facilmente replicar.  Acreditem, é simples de fazer, e vale totalmente a pena!


- Primeiro que tudo, há que fazer a lista de convidadas (é só mulherio, nada de adaptarem o método!). Não convidem demasiada gente a não ser que façam fora de casa porque senão é uma confusão. Aliás, mesmo que façam fora de casa, demasiada mulher junta, nunca dá bom resultado.

- Depois, decidam o local. Nós fizemos em casa da Patrícia porque não era muita gente e também poupámos dinheiro com isso. Basta-vos uma mesinha na sala, uma parede bonita e sofás ou cadeiras para sentar toda a gente.

- Decidam o tema. A escolha do tema não é difícil. No Pinterest há muitas inspirações (foi lá que tirámos a maioria das ideias!). Como é um menino, escolhemos elefantes e decidimo-nos por tons de azul, cinzento e branco. Quando decidirem o tema, tenham atenção para não exagerar. O objetivo é que vos oriente, mas que não seja enjoativo. Não vamos pôr elefantes na casa toda, certo? (muito embora eu gostasse!)





 - A cor pode ajudar nos alimentos. Por exemplo, fizemos limonada com corante azul, mas há vários doces que podem fazer dentro dos tons escolhidos como cupcakes, gomas azuis...

- A decoração é, de facto, uma das partes mais importantes da festa. Por isso, nós fizemos coisas muito simples, mas que são detalhes muito bonitos e que derreteram a mãe e as convidadas. 

Precisam de uma toalha branca para a mesa, básica. Partam sempre daqui.




- Uns vasinhos do IKEA brancos ficam sempre bem para colocar talheres, guardanapos e na KASA, por exemplo, encontram copos elegantes e que não parecem de plástico.

- Podem comprar fita (KASA) para colocar nos copinhos do arroz doce (utilizem copos de iogurte de vidro, por exemplo). Nós demos uns lacinhos e fizemos o mesmo na limonada azul e no sumo de laranja.

- Para que toda a gente use o seu copo, e não tire mais do que um, façam umas etiquetas simples com os nomes e colem com fita cola.  É uma forma de personalizar e simultaneamente de toda a gente saber de quem é o copo, além de que evita 20 copos espalhados pela casa.


- Plantas ou jarras são sempre uma boa opção, nós escolhemos umas artificiais do IKEA e uns jarros naturais que colocámos no chão.

- Além da mesa, podem ter outros pequenos recantos (como no Wall de entrada), sempre nos mesmos tons.

- Podem fazer um concurso entre as convidadas em que cada uma preencha um papel onde irá fazer futurologia com perguntas como: Em que dia vai nascer, quanto vai pesar, quanto vai medir.? Quem acertar em mais respostas ou estiver mais perto, ganhará um prémio no próximo baby shower ou no baptizado do bebé. 





- A parede dos conselhos. Aproveitámos uma corda de ráfia e algumas molas e colámos na parede. No final da festa, cada convidada escreveu conselhos para a futura mamã e pendurou numa mola.

- Neste tipo de coisas, o ideal é aproveitarem os vossos recursos. Têm uma amiga que faz umas coisas em design, então que trate das imagens necessárias. Têm uma amiga que gosta de fotografar, então já há fotógrafa...






- A iluminação é sempre muito importante. Por isso compramos uns candeeiros brancos e azuis, colocámos umas luzinhas para dar ambiente à mesa e umas lanternas espalhadas. Tudo do IKEA.

- O bolo foi feito numa fábrica. Levámos o desenho que queríamos.. (ideias retiradas do Pinterest, claro).


- Podem oferecer uma prenda às amigas que marcaram presença. É um miminho mas que faz toda a gente feliz. Nós colocámos um kit de lábios da Mary Kary que decorámos com um lacinho e uma etiqueta do Baby Shower.

- Na porta podem colocar uma placa a avisar que é ali a festa e, pela casa ainda podem imprimir umas imagens ou fotos que gostem e colocarem numas molduras.




- Não se esqueçam de colocar uma cestinha para as prendas algures.

- Por último, podem fazer jogos quando estiverem a entregar as prendas ou mesmo durante o chá.. 
Há coisas simples, mas que vão divertir toda a gente, como por exemplo jogos de tabuleiro (monopólio!!!)

Com isto tudo, e vão ver que não é muito, o vosso Baby Shower vai ser um sucesso. Vão ter sempre aquela amiga que sabe os detalhes todos gráficos dos partos (que toda a gente prefere não saber (blhac!), a amiga que quer introduzir a criança ao Star Wars, ou a amiga babada que vos enche de babygrows. E acreditem, é sempre uma boa oportunidade de estarem juntas! Com tão pouco tempo, com tanta coisa, uma desculpa é sempre uma boa desculpa! Quanto a nós, só estamos todas à espera que o nosso Pedrocas nasça.


Quanto às fotos foram tiradas pela Teresa e por mim. 




“As árvores morrem de pé”, era o nome de uma peça que nunca vi (não era do meu tempo) mas que a minha mãe, boa contadora de histórias, fez questão de me falar. Sempre pensei que a razão, além da força e da resiliência, seria para que nunca percam o céu de vista. Foi exatamente isto que me ocorreu assim que atravessei os portões de entrada do Ecorkhotel, depois de ter seguido por um carreiro de terra batida, à saída da Estrada Nacional. Às portas de Évora está este lugar que cumpre a lei do Alentejo no que à calma e à contemplação diz respeito. Sobreiros como manda a tradição, uma piscina sem fim, uma planície alentejana de perder de vista. Eis-nos chegados a um museu alentejano a céu aberto.
Já há muito tempo que o queria visitar, e quando descobri uma oportunidade no site da Odisseias, não pensei duas vezes até reservar a viagem. Afinal, precisava de uma pausa da cidade mas não demasiado longe para não ter complicações na semana seguinte. A cerca de uma hora de Lisboa, encontra-se o primeiro hotel do mundo a usar a cortiça como revestimento exterior do edifício principal; quase fundido pelos sobreiros, azinheiras e oliveiras centenários, dizem que o ponto de partida foi a geometria e a eficiência energética.







Na decoração desta unidade hoteleira de 4 estrelas superior, o branco impera com apontamentos creme e acastanhados nas suites (pequenas casas independentes) com aproximadamente 70m2, extremamente confortáveis e com vista para um pátio onde, mais uma vez, o tecto celeste é rei! É assim mesmo, por onde quer que se vá, o ponto de fuga é sempre o céu, desde as linhas rectas e direitas dos edifícios abertos, às paredes de vidro mais simples. Apesar da chuva, não resisti a espreitar a piscina situada no terraço que também  aponta, sem limites, para o horizonte.












Embora esteja a pouco mais de cinco minutos de carro do centro de Évora, optámos por um passeio de bicicleta (que o hotel amavelmente empresta aos seus hóspedes). Subidas à parte, é um trajecto que devagar se faz mesmo bem. Pelo meio, há espaço para um cumprimento aos outros habitantes do hotel. O senhor burro espreita com ar altivo e mal tento interagir com ele, vira-me as costas. Resta a cabra maltesa, mas com essa é melhor não ter ideias… Pensando melhor, nada como as ovelhas (simpáticas!) esfomeadas que estão perto da horta com ingredientes biológicos, usados pelo afamado restaurante O Cardo.






No lobby do hotel, estão vários troncos colocados junto à lareira que concedem a esta entrada um lado ainda mais rústico e alentejano. Aqui sentimo-nos em casa e são raros os hotéis de charme onde podemos ficar uma semana sem nos sentirmos “estranhos”. Aqui o estilo é outro: Pode-se ficar, na certeza de que na estadia não entra nem o stress nem o barulho. 

E quando em Évora...



Uma paragem pelo Café Estrela D’Ouro para recuperar energias impõe-se, bem como uma visita à Praça do Giraldo e ao Templo Romano de Diana. Recomendo uma passagem pela loja “Gente da Minha Terra”que tem peças de artesanato maravilhosas. Já relativamente ao jantar, há sempre os clássicos Café Alentejo ou Fialho, mas caso não consigam reservar (é muito provável), há uma opção menos conhecida, mas também mais amiga da carteira, e não menos prazerosa que se chama Adega do Alentejano. Vale a pena porem as dietas de lado e sucumbirem às migas ou à sopa de cação, não esquecendo os doces regionais, claro!







Não faltam pontos de visita obrigatórios mas o meu conselho é que passeiem pelas ruas estreitas, ladeadas pelo casario riscado de tons fortes e orientado pela calçada tosca. Com calma, muita calma e o céu sempre como norte.






Ainda não há verbo. “Esplanadar”? O hábito de, simplesmente, estar numa esplanada, seja verão ou inverno já faz parte da nossa cultura. Somos de apanhar o sol no rosto e de nos perdermos nas conversas longas… E se “Deus dá o frio conforme o cobertor”, as condições estão reunidas nas esplanadas que seleccionei. Tomem nota destes 3 espaços lisboetas que vos vão querer fazer sair de casa mesmo com um frio de rachar e que prometem descongelar os ossos dos mais friorentos. 


38° 41’: As coordenadas geográficas que simbolizam a partida dos nossos navegadores portugueses. Mote mais do que justificado para as viagens com toda a imensidão do Tejo pela frente que podemos fazer neste bar-terraço do Hotel Altis Belém. As novas descobertas podem bem ser o ponto de partida para encontros que pedem uma manta “para dividir” ao pôr-do-sol ou ao domingo de manhã, acompanhada por um café com leite ou, (porque não?), de um copo de vinho?


Aberto todos os dias das 11h00 à 01h00.
Doca do Bom Sucesso, Lisboa
Tel.: +351 210 400 200

2. Noobai

O nome tem origem na expressão cabo-verdiana ”nubai”, ou seja: “nós vamos”. Antiga casa dos marinheiros mercantes e restaurante “o Marinheiro” hoje, o espaço não é de homens do mar mas faz-se de viajantes e a influência das várias culturas está presente um pouco por todo o lado. A vista aqui é privilegiada ou não estivéssemos num dos melhores miradouros de Lisboa (Sta. Catarina). Da esplanada é possível ver-se Tejo, a ponte 25 de Abril, Cristo-Rei, edifícios e telhadinhos antigos de Lisboa.  Para acompanhar a vista, não faltam sugestões entre chás e tisanas com especiarias, sumos naturais, limonada suíça com leite condensado ou então cocktails variados. Na carta há também pratos como tapas, bruschettas, sanduíches e saladas. Tudo muito colorido, como a música que vai do fado à bossa-nova, e ao jazz. Há aquecedores de rua e mantas que aquecem durante a viagem. Ficamos?



Miradouro de Sta Catarina
Horário: Seg a Sáb 12h às 24h, Dom 12h às 22h

A meio caminho entre o céu e a cidade. Uma vista de quase 360º sobre Lisboa para uma vertigem cosmopolita. Já nomeado a 4ª melhor vista de terraço de hotel do Mundo pela Trivago, o Terraço BA é um daqueles espaços que nos permitem ver a cidade de outro ângulo e que nos fazem apaixonar-nos por Lisboa outra, e outra vez. Situado no último andar do Hotel Bairro Alto, o Tejo aqui também espreita no horizonte e o espaço pequeno e reservado não permite que o frio nos impeça de ficar a ler um bom livro sem contar as horas enquanto nos deliciamos por um petit gateau.



http://www.bairroaltohotel.com/terraco-bairro-alto
Praça Luís de Camões
Horário: Inverno, das 12h30 às 22h
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