A curva à direita antes do céu, como alguém chamou ao Douro, é para ser vista e sentida com a mesma simplicidade com que os socalcos caem ordenadamente até ao rio; é para ver nas casas de pedra por onde as plantas tentam nascer, nas casas dos vinhos, na ponte de ferro ou no sol sobre o rio que doura as encostas. Ou mesmo, nos velhinhos na beira da estrada à espera que algum turista lhe compre os seus cultivos. O Douro, aqui, contempla-se com o coração e com os sentidos.


Aquilo que fiz enquanto estive nas Casas de Campo Vila Marim, com a Odisseias? Descansei, passeei de carro curva e contra curva, li, comi, corri na zona (e morri, a seguir, porque as subidas dão cabo do corredor mais experiente - que não é, certamente, o meu caso), e visitei a zona do Peso da Régua onde recomendo uma visita ao terraço do Museu do Douro, onde é possível estar sentado em pufes ao lado de pequenas galinhas que andam por ali, num sítio com muito charme e uma vista de cortar a respiração. Mais abaixo, comem-se bons crepes na gelataria Viking.

Andámos às voltas mas, além da vista, a cidade parece parada no tempo, tirando um ou outro edifício, uma ou noutra loja. Talvez seja “isso aí: que nada retire o viajante do seu propósito - nunca perder de vista a arte de contemplar o rio.












Ouvimos dizer que há um passeio de comboio que vai da Régua ao Pocinho, ou num comboio histórico, aos sábados e que custa 35 eur, ou num comboio normal que é barato e que vai igualmente junto à água. Não conseguimos chegar a tempo, mas fica a promessa de um regresso, quanto mais não seja para andar na antiga locomotiva ou para fazer a estrada que foi considerada uma das mais bonitas para se conduzir do mundo.



Por muita fé que tenhamos na competência dos técnicos de Paris – eles são especialistas, eles têm critérios rigorosos, eles são uma autoridade mundial – e por muito orgulho que sintamos sempre que, do cimo da sua glorificada sapiência, decidem verter sobre as nossas coisas a sua magnânima atenção, um título, uma distinção uma menção honrosa parecem sempre coisas abstractas e distantes. Benévolas, claro, mas inertes, inócuas, invisíveis. E talvez assim permanecessem, até as sentirmos nos olhos e na pele. E foi isso que descobri este fim-de-semana, ao acordar com o Douro Vinhateiro a entrar-me pelo quarto e pelos olhos dentro, à primeira golfada de ar da manhã, na arrebatadora varanda das Casas de Campo Vila Marim. E é ver materializado o Património Mundial, assim, sem pompa nem circunstância, no simples gesto de acordar e abrir os olhos, é essa consubstanciação da UNESCO no nosso quarto que será, provavelmente, a melhor recompensa de quem escolhe este refúgio nos socalcos do Douro para se encontrar com o que de melhor a Humanidade conhece.

As Casas de Campo Vila Marim acabaram de nascer (como as obras ainda o provam), e os seus progenitores, os irmãos arquitectos Nicolau e Cândido, zelam por elas como pais que vêem finalmente à vista do mundo um filho há muito desejado. É um complexo de 17 camas, refinadamente incrustado na terra do vinho como só consegue quem aprendeu a respirar as rectas, os ângulos e os materiais e a conjuga-los com o que já estava feito por Quem mais sabe antes de nos dotar dessa capacidade. E quem acabe de chegar pode perguntar-se: o que poderá prender alguém a este espaço semeado no meio da solidão, numa terra que aparece com dificuldade no GPS e onde as paredes de terra íngreme parecem convidar a tudo menos a ficar? 



É isto, precisamente: o sentido da conquista. Da conquista sobre uma paisagem de cortar a respiração e que nos recorda a cada instante as conquistas de homens e mulheres que deste solo fizeram terra fecunda de fruto aclamado internacionalmente. A paz e o silêncio delicadamente pontilhado pelas canções dos primeiros herdeiros deste horizonte, grilos e cigarras que já há muito aqui passavam os Verões antes das febres do turismo europeu. E o amor. Amor à terra, amor ao sonho, amor a receber. A receber bem.





E amor à arte. É que não estamos apenas num convidativo destino de turismo rural. Estamos numa construção que homenageia e vive a arte. Para além das formas hirtas, deliberadamente carregadas do mesmo ferro que pinta as terras, as Casas de Campo Vila Marim foram edificadas para serem também um refúgio de artistas. Cada uma das 17 casas foi decorada por um artista plástico da região. Amigos que, para além de darem os quadros que envivecem as paredes, dão também o nome, e tornam cada quarto um espaço seu, personalizado e único. Para quem, como eu, sinta que é inevitável não se sentir mais especial por partilhar desta celebração, fique também a saber que em breve haverá mais um motivo para voltar: o Atelier, que acolherá artistas para lhes dar espaço e inspiração para continuarem a criar, está quase pronto.







Mas está longe de ser o único motivo para voltar. Também há a piscina com vista para os socalcos, os retemperadores pequenos almoços com aquele pão que ‘só aqui’, servido com doces caseiros e paz, as camas de rede, as lâmpadas de papel nas oliveiras ao entardecer e quartos novos a estrear com todo o conforto de nos sentirmos rainhas de um castelo. E há também os anfitriões, sempre disponíveis e acolhedores, e estar-se no centro do Douro, com tudo para explorar enquanto houver margens – e sabemos que as há, para a esquerda e para a direita.





Não será, à priori, o destino mais óbvio quando nos vemos a riscar os dias quentes do calendário. Mas é também isso que o torna especial. É essa odisseia, de ir explorar o país com a bússola aberta a tudo, que a Odisseias me está a proporcionar e que me impele a deixar, senão um aviso, um conselho: fujam dos lugares comuns. Fujam dos planos fechados. Fujam do que conhecem, do que é confortável, do que toda a gente faz. Arrisquem, fechem os olhos, marquem um ponto no mapa e reservem. A Odisseias ajuda. E vocês verão que a odisseia maior será a vossa.


Depois de 2 noites fabulosas no Douro, rumamos esta tarde mais para norte. A odisseia ainda só agora começou…   

Can't you hear me knockin'
On your window?




Ainda me lembro de os ver em casa dos meus avós na prateleira de vidro, ao lado da pasta medicinal Couto. Gostava das cores e dos desenhos, mas estava longe de imaginar que se tornariam moda e, muito menos, que a Oprah Winfrey, a Kate Moss ou até o Nicolas Cage seriam utilizadores desta estóica insígnia portuguesa.



A Ach. Brito é uma empresa portuguesa dedicada ao fabrico de sabonetes e perfumes. Fundada no Porto por dois alemães em 1887 e, depois, comprada por Aquiles de Brito (Achilles como se escrevia na altura). A Ach. Brio & C.ª, mesmo depois da invasão de muitas outras marcas, aguentou firme durante todos estes anos e hoje exporta 50% daquilo que produz. Pelo caminho, comprou a concorrente Confiança e a marca de luxo Claus Porto. No entanto, o lado artesanal quer das embalagens quer dos produtos manteve-se sempre. Se essa é a chave do sucesso, talvez, mas as embalagens serão certamente outro dos ingredientes, aliadas às histórias.



Ontem, passei na loja de Vila do Conde, onde se praticam preços “de fábrica” com descontos de cerca de 30%. Para além disso, podem encomendar pela internet em vários locais como, por exemplo, a loja daVida Portuguesa.



Apesar de gostar muito da Disney, há bastante tempo que não via um filme que me surpreendesse tanto: Inside Out ou, em português, Divertida...Mente. Traduções à parte, o filme é incrível do princípio ao fim e damos por nós, constantemente, não só a pensar que faz imenso sentido, como também a imaginar o nosso cérebro naquele cenário e sobre aquela perspectiva. Mas para quem não viu, não se preocupem que não vou estragar a história.


Primeiro que tudo, deixem-me dizer que estamos perante um filme totalmente indicado para crianças, logicamente, mas ainda mais adequado para pais e graúdos. A história gira em torno de uma menina de 11 anos e dos seus dilemas que são vistos a partir de dentro, naquela que é uma fase turbulenta e cheia de mudanças, que ajudará a definir sua personalidade. É assim a pré-adolescência não é? De facto, esta longa-metragem traz para primeiro plano as nossas emoções que se assumem como personagens principais da história. Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Repulsa. Estas personagens foram criativamente desenvolvidas ao ponto de nos passarem mensagens importantes e de deixarem inclusive alguns “recados”, como por exemplo o uso em excesso de coisas que contêm as nossas emoções, como por exemplo os antidepressivos. 




O filme que, quando apresentado a 18 de Maio em Cannes, recebeu uma ovação da imprensa internacional de mais de dez segundos de pé, não precisa de mais elogios… Para quê? Está nos cinemas e, quem ainda não viu, pode e deve vê-lo!




O medo é psicológico. É o mote. E lembrarmo-nos disso num quarto escuro à noite? Um dos nossos maiores medos de infância é aqui lançado ao palco, num espectáculo onde somos os actores principais. Nós e o nosso medo, algures no meio de uma casa em Belas. 






O palacete foi mandado construir em 1860 pelo comerciante João Maria da Silva Rego. Nesta quinta viveu Maria da Assunção Vieira, casada com José Maria. Fechada há anos e já depois de ter sido adquirida pela Câmara Municipal de Sintra, “corre de boca em boca” que está assombrada. Certo é que a fama já ninguém lhe tira, nem a carga emocional forte e psicológica que o mentor do projeto diz existir. Os grupos são acompanhados por um gravação em áudio, através do qual ouvem contar a história da quinta, e terão de recolher pistas no interior das 25 assoalhadas para conseguirem encontrar a saída. 



Eu gostei bastante, sobretudo porque nos põe à prova e expõe as nossas fragilidades e forças. Fui com a Helena, a Marta, o meu irmão e um amigo dele e ficamos todos em grupos separados. Quer dizer, a Helena e a Marta agarraram-se ao amigo do meu irmão. Já eu, fui noutro grupo com um homem com mais medo que eu, que quase me esmagava de tanto me apertar. Os gritos estão garantidos, mas não posso dizer mais nada. O “segredo” tem de ser mantido para não estragarmos a experiência de quem ainda não foi. Tendo sido muito interessante, a única coisa que melhorava era a decoração da casa, para ficar ainda mais “creepy” e aumentava um bocadinho a intensidade numa ou noutra divisão. De resto, é algo que fazia já outra vez e que recomendo, mesmo a quem é medroso, porque vão divertir-se seguramente. Eu dizia-vos para irem já este fim-de-semana mas acho que os bilhetes estão esgotados até setembro por isso… é melhor apressarem-se a reservar!


Mais informações:

As visitas do público à quinta decorrem às sextas-feiras e sábados, entre as 21h30 e as 24h00. A entrada não é permitida a menores de 16, nem aconselhável a grávidas ou a pessoas com problemas cardíacos. O valor das entradas é de 10 euros por visitante, mediante marcação prévia. A visita tem uma duração média de 50 minutos. É aconselhável roupa e calçado confortável. É expressamente proibido entrar na propriedade com qualquer tipo de aparelho electrónico, seja de comunicação, captação de imagem ou som ou ainda qualquer outro tipo de objecto gerador de luz, (ex. lanternas, isqueiros, lasers ou outros.) Existe um sistema de vigilância e segurança interna sempre ativo. Uma vez iniciada a visita, é impossível haver desistências, à semelhança de uma montanha russa ou de um voo de avião. As visitas são feitas única e exclusivamente por marcação, com horários pré-definidos que têm de ser escrupulosamente cumpridos. As portas abrem-se 6 vezes por noite de 30 em 30 minutos, com um limite máximo de nove pessoas por entrada.

Contactos:

Largo da Igreja de Belas, 2605 014 BELAS
210 168 382






Adoro histórias com finais felizes.  (Quem não gosta?)  E adoro animais. E quando as duas coisas se juntam? São Francisco de Assis dizia que não devíamos surpreender-nos se, por vezes, os animais estivessem mais próximos de nós do que as pessoas, já que eles também são nossos irmãos. Desde pequena que me lembro de andar sempre com gatos pequeninos ao colo, de ter a minha coelha Juju e de nunca recusar a oportunidade de fazer uma festa a um cão. Gosto de animais e não consigo ficar indiferente ao abandono, aos maus tratos. Conheci a Sara há uns tempos e além de simpatizar com ela, por vários motivos, gostei quando me disse que tinha 12 gatos (retirados da rua) em casa. Pessoas que gostam de animais raramente me decepcionam. Há alguns dias ligou-me, muito nervosa, e disse que tinha encontrado uma cadelinha e um cão abandonados. Que já tinha dono para o cachorro, mas que a pequenina não tinha onde passar a noite. O meu namorado revirou-me os olhos… antes que eu tivesse ideias, mas falei com a minha mãe que também se comoveu com a história e, depois de ter sofrido maus tratos, passado fome na rua e de ter sido separada do irmão, a Amy tem agora uma dona maravilhosa. Não, não sou eu! (cof cof) Mas sim, a minha antiga professora de português (e a favorita!) que sempre me incentivou a escrever e que estava à procura de uma nova cadela para fazer companhia à outra. Hoje a Amy está em casa, ao lado da Caia, e não podia estar mais feliz. E é isto. Não preciso de compor mais as coisas, porque os finais felizes fazem-se a eles mesmos e terminam-se por si. 




Na primeira foto podem ver a Amy a passar férias no Algarve (já bem mais gorda) com a sua nova amiga Caia.

Este ano, iniciei a época com dois dias no Nos Alive. E, se houve coisa que reparei, e que tenho notado de ano para ano, é que as mulheres estão cada vez mais cheias de pinta e bonitas. Quase que parecia que estávamos num Coachella em Lisboa. Por isso, resolvi falar-vos de maquilhagem de festival, dando a minha escolha no Alive como opção, para quem vai andar a fazer o roteiro (e estão à porta o Sol da Caparica, o Sudoeste, Paredes de Coura...). Looks simples e descontraídos, pedem maquilhagem com alguma força, mas imaculada. Já sabem que vai sempre haver aquele encontro com aquela pessoa que não vemos há anos e com quem não queremos que nada falhe…




Primeiro que tudo: uma base com uma boa cobertura. Se estamos num festival o pó e o blush têm de se alinhar ao máximo para ficarmos com aquele tom bronzeado e saudável. Depois, um eyeliner e uns olhos bem desenhados, com sombras que liguem com a nossa roupa  - eu gosto sempre de castanhos. Não se esqueçam do iluminador e do concealer (corretor) para tirar o ar cansado à volta dos olhos e parecer que estão de férias há um mês. Quanto ao batom, eu continuo fiel ao meu burgundy (cor de vinho) e adoro ver lábios fortes e com atitude num festival. Finalmente, e porque queremos que a maquilhagem dure, apliquem um pó compacto fixador. Et, voilá!

Dica: Não vão carregadas de maquilhagem na mala. Por experiência própria, mesmo que pareça que é só uma sombra, tudo junto... pesa! Basta que além dos documentos e etc, levem um mini-pente (ou elástico, turbantes) e um espelho,  o batom escolhido e um anti-olheiras. 

(Post publicado inicialmente no blogue Gosh)

Há pessoas que não gostam de fazer anos. Já fui mais ou menos assim. Hoje, a cada ano que passa, sinto-me mais feliz, mais inteira e completa. Abençoada com a minha família a quem, por vezes, adorava pôr um botão de pausa, mas que nunca deixa de estar ao meu lado e que eu também não trocaria por nada deste mundo! O meu pai, que me inspira todos os dias com a sua força, capacidade de superação e de quem tenho muitas saudades; a minha mãe, que sempre me ensinou a cuidar dos outros, a importar-me, a saber ouvir, e o meu irmão, o meu melhor amigo, que não há um dia que não me faça rir!

O meu avô, meu herói e sempre o meu cúmplice, a arranjar manhas para me safar de não comer a fruta toda...Por mais anos que passem, jamais esquecerei a sua voz a cantarolar e as gargalhadas bem dispostas; a minha avó que, mesmo com Alzheimer e já não sabendo quem sou, continua a olhar-me com a mesma doçura e alegria quando a visito, a outra avó que com 86 anos me continua a fazer os almoços à segunda-feira cheia de carinho e que me fez gostar de todo o tipo de chás e plantas medicinais.

E, naturalmente, nestes dias lembro-me ainda mais das pessoas que marcam a minha vida e que fazem as minhas histórias; do amor que recebo todos os dias. Do namorado mais perfeito do mundo. Doce, com olhos de gatinho e que, apesar de encharcar tudo em limão,  faz o melhor risotto e que, clichê ou não, faz-me sentir bonita , como se não existissem mais mulheres no mundo, mesmo quando estou pálida, despenteada e com olheiras.

Este ano conheci pessoas novas que se tornaram muito importantes. Não esperava, sobretudo que fossem tantas e tão interessantes, mas cada uma delas é uma nova história de que quero fazer parte.  E os amigos de sempre?  O meu porto seguro  que quanto mais vão ficando, mais sei que serão para ficar.


Obrigada a todos, e também a quem me lê, por terem ajudado a fazer cada um destes 26 anos perfeito, por me fazerem sonhar todos os dias e querer fazer tanto mais, convosco! 

Deixo-vos uma música, que além de ter a ver com tudo isto e de adorar, ouvi hoje várias vezes.




Repartir o mal pelas aldeias, não é como se diz? Se por um lado fazemos "detoxes" por outro, o Verão também clama por pequenos pecados, no que à alimentação diz respeito. Bem vistas as coisas, se não mata, engorda (e sabe tãaao bem!). Já aqui vos tinha falado desta novidade da Bimbo em Portugal (para quem gosta de coisas com toque mexicano e bem picantezinho).



E, como as coisas boas, apesar de contra-indicadas para a dieta, são para partilhar, resolvi lançar um passatempo onde podem ganhar não uma, não duas, mas vinte embalagens de Takis (dez unidades de lima e dez unidades de queijo), sendo que serão premiadas seis pessoas! Para ganharem, só precisam de preencher o formulário abaixo certinho e direitinho et voilá, vamos partilhar a desgraça.




O passatempo termina no dia 30 de Julho e os vencedores serão anunciados aqui no blogue no dia 31. Boa sorte a todos!

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