Ando sempre com a cabeça na lua. É um facto. Mas há coisas que nem a mim me passam ao lado... A campanha da La Redoute deste fim-de-semana é uma delas. Ao encomendarem 5 artigos, todos têm 50% de desconto em todos os produtos (mobiliário incluído). E se não vos apetecer comprar 5 artigos, na compra de 4 também têm 40% (em todas as peças) e de 3 (30%). 

Há cores que não precisam de estação. O branco é uma delas. Mas eis que chegou com o protagonismo merecido sob a forma de looks totais. Vejam estas peças "imaculadas" que seleccionei: 


1. Blusa em ponto cheio - Laura Clement - preço: 49,99 (agora: 24.99€). 
2. Camisola - preço: 29.99 (agora: 14,99€)
3. Blusa de mangas curtas - Soft Grey - preço: 39.99 (agora: 19.99€)
4.Vestido de mangas compridas - Laura Clement - preço: 69.99 (agora: 34.99€)
5. Sandálias Mademoiselle R- preço: 59.99 (agora: 29.99€)
6. Blusa com gola de bicos Laura Clement - preço: 39.99 (agora: 19.99€)


Mais ideias em branco...

1. Ténis em pele Soft Grey - preço 69,99 (agora: 34.95€)
2. Blusa com folhos Laura Clement - preço: 15.99 (agora: 7.99€)
3. Sapatilhas com presilhas Soft Grey - preço 59,99 (agora: 29.99€) 
4. Blusa Karl Marc John - preço 84.99 (agora: 42.95€) 
5. Blusa de mangas curtas R Essential - preço: 29.99 (agora: 14.99€)
6. Blusa Molly Bracken 45,99€ (22.99€) 

Blue feeling... Azul, azul e azul: cobalto, celeste, ganga. Tudo o que remete para o mar ou para o céu de perder de vista, deve fazer parte do nosso closet este verão. E isso envolve vestidos esvoaçantes, pois claro!


1. Vestido Midi - preço: 35.99 (agora: 17.99€)
2. Saia Jacquard - preço 44.99 (agora: 22.49€)
3. Vestido Mangas curtas Soft Grey - preço 49.99 (agora: 24.99€)
4. Saia Midi com botões soft Greypreço 49.99 (agora: 24.99€)
5. Sandálias Mademoiselle R - preço: 69,99 (agora: 34.95€)
6. Vestido com decote à barco - preço: 17.99 (agora: 8.99€)

As riscas de marinheiro ou os famosos tops bretons tornaram-se must-haves dos nossos verões. Se os vossos já deram o que tinham a dar, com esta promoção vale bem a pena apostar em mais um. Que tal um decote em barco, para os passeios ao final da tarde?


1. Vestido - preço: 29.99 (agora: 14.99€)
2. T-shirt estampada - preço 17.99 (agora: 8.99€)
3. Camisola às riscas Soft Grey - preço: 49.99 (agora: 24.99€)
4.Camisola à marinheiro - preço: 19.99 (agora: 9.99€)
5.T-shirt às riscas com bolso - preço: 12.99 (agora: 6.49€)
6.Top de alças cruzadas atrás - preço: 39.99 (agora: 19.99€)

E as peles? Não, não ficaram no Inverno. As peles continuam em voga, bem ao lado dos caramelos, camel e dos acobreados.


1. Vestido comprido Soft Grey - preço: 64.99 (agora: 32.49€)
2. Calções em crepe fluido Laura Clement - preço 39.99 (agora: 19.99€)
3. Sandálias com tacão alto Soft Grey - preço 69.99 (agora: 34.95€)
4. Vestido com bordado inglês Soft Grey - preço 49.99 (agora:24.99€)
5. Vestido comprido Laura Clement - preço: 64.99 (agora: 32.49€)
6. Vestido em imitação pelica - preço: 34.99 (agora: 17.49€)

Sabe tão bem poupar por comprar em quantidade. Aproveitem, é só até amanhã dia 18! 

(Ainda me lembro de ficar horas a ver os catálogos e de fazer cruzes nas peças que mais gostava. Por acaso quando era pequenina era algo quase inspiracional porque a minha mãe não gostava da ideia de comprar alguma coisa sem experimentar. Mais tarde e, sobretudo, com a passagem para o online as coisas mudaram e tornei-me cliente e fã da La Redoute. E quando este fim-de-semana me deparei com esta oportunidade quando procurava a nova coleção não pude deixar de partilhar convosco.)


Fui entrevistada para o Observador a propósito dos meus hábitos de sono. Hoje, Dia Mundial do Sono, a Ana Marques foi descobrir casais com ritmos de sono diferentes. E eu, que tenho hábitos atípicos, faço parte do cenário. Deitar tarde e cedo erguer… não dá saúde nem faz crescer, sobretudo se temos um namorado desastrado e que bate com as gavetas, e desliga vinte vezes o snooze antes de sair da cama. Mas o melhor, é mesmo lerem o artigo e perceberem como se pode lidar com isso.


Colar OMNIA



Quem me conhece sabe que um dos meus maiores hobbies é ir ao cinema, bem ao lado de ler e de escrever. E já há alguns anos que tenho uma espécie de ritual pré-óscares que envolve uma maratona de cinema a tempo de ver todos os filmes nomeados para as principais categorias. Este ano a tarefa é mais fácil (está tudo mais concentrado), mas como já levo um bom avanço, aproveito para vos dar algumas dicas caso tenham que fazer uma selecção e não consigam ver todos. Começamos pelos que não podem perder!  Prometo não fazer aquilo que os amantes de cinema mais odeiam: spoiler! Que é como quem diz, aqui não vão saber pormenores a mais. Palavra de Marta!


“Tinha os olhos cinza, incolores, mas dominantes como a luz ou o fogo (...). A mulher também olhava para Therese (…). Então viu-a avançar lentamente até o balcão, e o seu coração deu um salto (…). Sentiu que o rosto lhe ardia à medida que a mulher se aproximava cada vez mais”, escreveu Patricia Highsmith em Carol, na altura com o pseudónimo de Clair Morgan. 

Um amor proibido. Quantas histórias de amor não começaram assim? Em Carol, duas mulheres, de idades diferentes apaixonam-se numa época em que o amor gay ainda era visto como um problema psicológico. A história, apesar de intensa é contada de uma forma contida. Alguém ao pé de mim na sala de cinema falava que era demasiado “limpinho”. O que essa pessoa não percebeu no filme, na minha opinião, foi que este não é um filme erótico. Esta é uma história de amor e de poesia; onde os olhares trocados, de tão intensos que são, quase que nos tocam; mas onde a contenção e a subtileza precisam de existir, quase como uma metáfora sobre a dificuldade que a sociedade tem em ver para além dos padrões e dos estereótipos. 


Neste filme não há pressa, nem extravagância; há amor, há encontro, há tempo para que a paixão nasça e para que nela surja aquela pressa que os apaixonados têm de saber, de se ver e de se tocar, quando tudo está à flor da pele mesmo que ninguém possa saber.Tudo isto, numa beleza melodicamente guiada por uma banda sonora que respeita os momentos e as pausas, composta por um jazz dos anos 50 que tem uma das minhas músicas favoritas de sempre na playlist: “You belong to me” que na versão original é de Helen Foster & The Rovers.

Aliás, este lado em que as personagens precisam de controlar o que sentem é uma das características-chave do filme. A inocência de Therese (Rooney Mara) e o brilho curioso dos seus olhos, ao lado de uma altivez perturbada de Carol (Cate Blanchet); um amor poético onde as entrelinhas emocionam. Dos detalhes da roupa, passando pelos penteados, maquilhagem ou mobília, tudo está emoldurado num quadro em movimento com uma fotografia perfeita. 



Fica a questão: Vale mesmo a pena lutar contra aquilo que somos? Aguentar e ser diferente quando depois não podemos ser quem somos por inteiro?

Outra coisa que depois faço sempre? Perceber as curiosidades dos filmes e neste caso, aproveito para vos contar que Patrícia Highsmith, a autora do livro, escreveu este romance em 1952, “The Price of Salt”, sob o pseudónimo Clair Morgan, baseando-se num acontecimento real seu. A história foi publicada numa altura em que não terá certamente sido fácil, pelo que representou também uma esperança. Já a argumentista, demorou onze anos a levar o filme para a frente. Porquê? Porque os nossos projetos devem ser estimados, e nem sempre têm que avançar rápido para acontecer. Às vezes, é preciso que seja o momento certo e o seu tempo. Este filme encontrou agora a equipa, as pessoas, e a liberdade para ser apreciado; e acredito que merece todos os elogios que já lhe foram feitos e o lugar que vai ocupar no coração de tanta gente





Tenho que vos confessar que os babyshowers nunca me disseram muito. Ok, também não tenho nenhum bebé, nem penso ter em tempos próximos, ou sequer muitas amigas grávidas. Mas quando a Patrícia me ligou a perguntar o que achava do assunto, saí-me com um: "Claro que vamos fazer! Eu ajudo e vai ser liiiindo!".  Não sei se estava com veia romântica por algum motivo no momento, mas uma vez lançado o repto, não há volta a dar! Foi assim que começou a história de mim a ajudar na organização de um babyshower maravilhoso, lowcost e que me fez mudar de ideias quanto às minhas teorias sobre o assunto. Portanto este é um post para vos incentivar a nunca deixarem que a vossa amiga grávida fique sem um babyshower. Vou deixar-vos algumas dicas e inspirações com base no que fizemos que podem facilmente replicar.  Acreditem, é simples de fazer, e vale totalmente a pena!


- Primeiro que tudo, há que fazer a lista de convidadas (é só mulherio, nada de adaptarem o método!). Não convidem demasiada gente a não ser que façam fora de casa porque senão é uma confusão. Aliás, mesmo que façam fora de casa, demasiada mulher junta, nunca dá bom resultado.

- Depois, decidam o local. Nós fizemos em casa da Patrícia porque não era muita gente e também poupámos dinheiro com isso. Basta-vos uma mesinha na sala, uma parede bonita e sofás ou cadeiras para sentar toda a gente.

- Decidam o tema. A escolha do tema não é difícil. No Pinterest há muitas inspirações (foi lá que tirámos a maioria das ideias!). Como é um menino, escolhemos elefantes e decidimo-nos por tons de azul, cinzento e branco. Quando decidirem o tema, tenham atenção para não exagerar. O objetivo é que vos oriente, mas que não seja enjoativo. Não vamos pôr elefantes na casa toda, certo? (muito embora eu gostasse!)





 - A cor pode ajudar nos alimentos. Por exemplo, fizemos limonada com corante azul, mas há vários doces que podem fazer dentro dos tons escolhidos como cupcakes, gomas azuis...

- A decoração é, de facto, uma das partes mais importantes da festa. Por isso, nós fizemos coisas muito simples, mas que são detalhes muito bonitos e que derreteram a mãe e as convidadas. 

Precisam de uma toalha branca para a mesa, básica. Partam sempre daqui.




- Uns vasinhos do IKEA brancos ficam sempre bem para colocar talheres, guardanapos e na KASA, por exemplo, encontram copos elegantes e que não parecem de plástico.

- Podem comprar fita (KASA) para colocar nos copinhos do arroz doce (utilizem copos de iogurte de vidro, por exemplo). Nós demos uns lacinhos e fizemos o mesmo na limonada azul e no sumo de laranja.

- Para que toda a gente use o seu copo, e não tire mais do que um, façam umas etiquetas simples com os nomes e colem com fita cola.  É uma forma de personalizar e simultaneamente de toda a gente saber de quem é o copo, além de que evita 20 copos espalhados pela casa.


- Plantas ou jarras são sempre uma boa opção, nós escolhemos umas artificiais do IKEA e uns jarros naturais que colocámos no chão.

- Além da mesa, podem ter outros pequenos recantos (como no Wall de entrada), sempre nos mesmos tons.

- Podem fazer um concurso entre as convidadas em que cada uma preencha um papel onde irá fazer futurologia com perguntas como: Em que dia vai nascer, quanto vai pesar, quanto vai medir.? Quem acertar em mais respostas ou estiver mais perto, ganhará um prémio no próximo baby shower ou no baptizado do bebé. 





- A parede dos conselhos. Aproveitámos uma corda de ráfia e algumas molas e colámos na parede. No final da festa, cada convidada escreveu conselhos para a futura mamã e pendurou numa mola.

- Neste tipo de coisas, o ideal é aproveitarem os vossos recursos. Têm uma amiga que faz umas coisas em design, então que trate das imagens necessárias. Têm uma amiga que gosta de fotografar, então já há fotógrafa...






- A iluminação é sempre muito importante. Por isso compramos uns candeeiros brancos e azuis, colocámos umas luzinhas para dar ambiente à mesa e umas lanternas espalhadas. Tudo do IKEA.

- O bolo foi feito numa fábrica. Levámos o desenho que queríamos.. (ideias retiradas do Pinterest, claro).


- Podem oferecer uma prenda às amigas que marcaram presença. É um miminho mas que faz toda a gente feliz. Nós colocámos um kit de lábios da Mary Kary que decorámos com um lacinho e uma etiqueta do Baby Shower.

- Na porta podem colocar uma placa a avisar que é ali a festa e, pela casa ainda podem imprimir umas imagens ou fotos que gostem e colocarem numas molduras.




- Não se esqueçam de colocar uma cestinha para as prendas algures.

- Por último, podem fazer jogos quando estiverem a entregar as prendas ou mesmo durante o chá.. 
Há coisas simples, mas que vão divertir toda a gente, como por exemplo jogos de tabuleiro (monopólio!!!)

Com isto tudo, e vão ver que não é muito, o vosso Baby Shower vai ser um sucesso. Vão ter sempre aquela amiga que sabe os detalhes todos gráficos dos partos (que toda a gente prefere não saber (blhac!), a amiga que quer introduzir a criança ao Star Wars, ou a amiga babada que vos enche de babygrows. E acreditem, é sempre uma boa oportunidade de estarem juntas! Com tão pouco tempo, com tanta coisa, uma desculpa é sempre uma boa desculpa! Quanto a nós, só estamos todas à espera que o nosso Pedrocas nasça.


Quanto às fotos foram tiradas pela Teresa e por mim. 




“As árvores morrem de pé”, era o nome de uma peça que nunca vi (não era do meu tempo) mas que a minha mãe, boa contadora de histórias, fez questão de me falar. Sempre pensei que a razão, além da força e da resiliência, seria para que nunca percam o céu de vista. Foi exatamente isto que me ocorreu assim que atravessei os portões de entrada do Ecorkhotel, depois de ter seguido por um carreiro de terra batida, à saída da Estrada Nacional. Às portas de Évora está este lugar que cumpre a lei do Alentejo no que à calma e à contemplação diz respeito. Sobreiros como manda a tradição, uma piscina sem fim, uma planície alentejana de perder de vista. Eis-nos chegados a um museu alentejano a céu aberto.
Já há muito tempo que o queria visitar, e quando descobri uma oportunidade no site da Odisseias, não pensei duas vezes até reservar a viagem. Afinal, precisava de uma pausa da cidade mas não demasiado longe para não ter complicações na semana seguinte. A cerca de uma hora de Lisboa, encontra-se o primeiro hotel do mundo a usar a cortiça como revestimento exterior do edifício principal; quase fundido pelos sobreiros, azinheiras e oliveiras centenários, dizem que o ponto de partida foi a geometria e a eficiência energética.







Na decoração desta unidade hoteleira de 4 estrelas superior, o branco impera com apontamentos creme e acastanhados nas suites (pequenas casas independentes) com aproximadamente 70m2, extremamente confortáveis e com vista para um pátio onde, mais uma vez, o tecto celeste é rei! É assim mesmo, por onde quer que se vá, o ponto de fuga é sempre o céu, desde as linhas rectas e direitas dos edifícios abertos, às paredes de vidro mais simples. Apesar da chuva, não resisti a espreitar a piscina situada no terraço que também  aponta, sem limites, para o horizonte.












Embora esteja a pouco mais de cinco minutos de carro do centro de Évora, optámos por um passeio de bicicleta (que o hotel amavelmente empresta aos seus hóspedes). Subidas à parte, é um trajecto que devagar se faz mesmo bem. Pelo meio, há espaço para um cumprimento aos outros habitantes do hotel. O senhor burro espreita com ar altivo e mal tento interagir com ele, vira-me as costas. Resta a cabra maltesa, mas com essa é melhor não ter ideias… Pensando melhor, nada como as ovelhas (simpáticas!) esfomeadas que estão perto da horta com ingredientes biológicos, usados pelo afamado restaurante O Cardo.






No lobby do hotel, estão vários troncos colocados junto à lareira que concedem a esta entrada um lado ainda mais rústico e alentejano. Aqui sentimo-nos em casa e são raros os hotéis de charme onde podemos ficar uma semana sem nos sentirmos “estranhos”. Aqui o estilo é outro: Pode-se ficar, na certeza de que na estadia não entra nem o stress nem o barulho. 

E quando em Évora...



Uma paragem pelo Café Estrela D’Ouro para recuperar energias impõe-se, bem como uma visita à Praça do Giraldo e ao Templo Romano de Diana. Recomendo uma passagem pela loja “Gente da Minha Terra”que tem peças de artesanato maravilhosas. Já relativamente ao jantar, há sempre os clássicos Café Alentejo ou Fialho, mas caso não consigam reservar (é muito provável), há uma opção menos conhecida, mas também mais amiga da carteira, e não menos prazerosa que se chama Adega do Alentejano. Vale a pena porem as dietas de lado e sucumbirem às migas ou à sopa de cação, não esquecendo os doces regionais, claro!







Não faltam pontos de visita obrigatórios mas o meu conselho é que passeiem pelas ruas estreitas, ladeadas pelo casario riscado de tons fortes e orientado pela calçada tosca. Com calma, muita calma e o céu sempre como norte.





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